Lula inaugurou fábrica com banco de Daniel Vorcaro como principal acionista
Banco Master detém 25% da Biomm; evento ocorreu meses antes de reunião fora da agenda oficial entre o presidente e o controlador da instituição financeira
Por: Redação
28/01/2026 às 07:17

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, em abril de 2024, da inauguração da fábrica de insulina da Biomm, em Nova Lima, empresa que tem o Banco Master como seu principal acionista individual. O banco, fundado e controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, detém 25% das ações da companhia, por meio do Fundo Cartago.
A informação foi revelada pelo Poder360 e confirmada pela Revista Oeste. Apesar da posição relevante na estrutura societária da Biomm, Vorcaro não esteve presente na cerimônia de inauguração da unidade industrial em Minas Gerais. No evento, Lula se encontrou com outros acionistas da farmacêutica, como Walfrido dos Mares Guia, que possui 5% da empresa, e Lucas Kallas, da Cedro Participações, detentor de 8% das ações.
Meses após a inauguração da fábrica, em dezembro de 2024, Lula se reuniu com Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, em um encontro que não foi registrado na agenda oficial da Presidência da República. Segundo o portal Metrópoles, a reunião durou cerca de uma hora e meia.
Além do presidente e do banqueiro, participaram do encontro o então consultor do Banco Master e ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ministro-chefe da Casa Civil Rui Costa, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, Gabriel Galípolo, então indicado para a presidência do Banco Central, e Augusto Ferreira Lima, à época CEO do Master.
De acordo com a reportagem, a reunião teria sido articulada por Mantega, que mantinha contrato de consultoria com o Banco Master no valor de R$ 1 milhão por mês. O ex-ministro atuava nas negociações para a venda da instituição financeira ao Banco de Brasília (BRB) — operação que acabou vetada pelo Banco Central.
A participação de Lula na inauguração da fábrica e o encontro posterior com Vorcaro ocorreram antes da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada no fim de 2025, e em meio ao avanço de investigações sobre fraudes bilionárias no sistema financeiro. O caso passou a gerar questionamentos no Congresso e motivou requerimentos de explicações sobre a relação entre o governo federal e o controlador da instituição.
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