Lula mantém almoço fora da agenda com Moraes
Encontro reservado ocorreu em Brasília após revelações sobre vínculos de ministros do STF com a instituição financeira
Por: Redação
28/01/2026 às 18:16

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um almoço fora da agenda oficial com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, em Brasília, em meio à crise institucional provocada por revelações envolvendo relações de integrantes da Corte com o Banco Master. O encontro, realizado na semana retrasada, não foi registrado nas agendas públicas do presidente nem do magistrado.
Segundo fontes do governo e do Judiciário ouvidas sob reserva, Lula e Moraes se reuniram a sós. A informação veio a público após reportagens apontarem contratos e relações comerciais entre o Banco Master e escritórios ligados a familiares de ministros do STF, o que ampliou questionamentos sobre a atuação da Corte em investigações relacionadas à instituição financeira.
Aliados afirmam que o principal tema da conversa foi segurança pública, em um contexto marcado pela recente escolha do ex-procurador Wellington César Lima para o comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. O almoço, no entanto, ocorreu em um momento sensível, quando decisões do Supremo e a condução de inquéritos passaram a ser alvo de críticas públicas.
Este foi o segundo encontro entre Lula e Moraes apenas em janeiro. No dia 15, o presidente recebeu o ministro do STF, o procurador-geral da República Paulo Gonet e outros integrantes do governo em uma reunião ampliada no Palácio do Planalto. A reunião ocorreu um dia após Moraes instaurar, de ofício, um inquérito para apurar suposta quebra irregular de sigilo fiscal de ministros do STF e de seus familiares.
Em dezembro, Lula também manteve um almoço reservado com o ministro Dias Toffoli, relator do processo que envolve o Banco Master no Supremo. O encontro contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ocorreu poucos dias após o avanço das investigações no caso.
Tanto Toffoli quanto Moraes passaram a ser citados em reportagens que apontam relações consideradas sensíveis com o Banco Master. No caso de Moraes, veio a público a existência de um contrato firmado entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci, no valor global de R$ 129 milhões, a serem pagos em parcelas mensais.
O encontro reservado entre o presidente da República e um dos ministros mais influentes do Supremo, fora dos canais oficiais de transparência, intensificou críticas de parlamentares e especialistas sobre a necessidade de maior separação institucional entre os Poderes, especialmente em um contexto de investigações que envolvem interesses econômicos relevantes e decisões concentradas no STF.
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