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Lula não avança no diálogo com Trump mesmo após 2 meses de tarifaço

Lula não avança no diálogo com Trump mesmo após 2 meses de tarifaço

Petista resiste a ligar para o presidente dos EUA, enquanto Washington mantém medidas punitivas

Por: Redação

10/09/2025 às 06:43

Imagem de Lula não avança no diálogo com Trump mesmo após 2 meses de tarifaço

Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), sobre o tarifaço contra produtos brasileiros completou dois meses nesta terça-feira (9). A medida, em vigor desde 6 de agosto, ampliou em até 25% a taxação de centenas de itens, embora cerca de 700 produtos tenham ficado de fora da sobretaxa por decisão unilateral de Washington.

Apesar do impacto econômico e da pressão de empresários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não conseguiu avançar no diálogo com os EUA. O próprio Trump afirmou, em agosto, que o brasileiro poderia ligar “quando quisesse”. Lula, no entanto, insiste que não dará o primeiro passo sem uma sinalização de abertura da Casa Branca.

 

Resistência ao diálogo

Diplomatas brasileiros próximos às negociações avaliam que uma ligação direta de Lula a Trump poderia destravar o impasse. O Planalto, no entanto, mantém resistência. Desde julho, não há contatos relevantes entre ministros dos dois países. A última conversa de alto nível ocorreu em 30 de julho, entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio.

Em 6 de agosto, no mesmo dia em que os novos impostos entraram em vigor, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, cancelou uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Lula atribuiu o episódio a articulações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do empresário Paulo Figueiredo, que teriam se encontrado com Bessent no mesmo período.

 

Discurso político

Sem avanços diplomáticos, Lula tem reforçado o tom patriótico em seus discursos internos. Afirma que não aceitará “chantagens inaceitáveis” e que buscará novos mercados para os produtos brasileiros. O Planalto também lançou o programa “Brasil Soberano”, que prevê R$ 30 bilhões em crédito subsidiado e mais R$ 10 bilhões do BNDES para empresas afetadas.

O presidente tem usado o tarifaço como mote político. Afirma que voltará ao “Lulinha paz e amor” apenas quando os EUA demonstrarem interesse em negociar. Enquanto isso, acusa opositores de atuar contra os interesses nacionais.

 

Pressão contra Moraes

O impasse comercial ocorre em meio a nova ofensiva diplomática dos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele se tornou o primeiro brasileiro incluído na SDN List, da Lei Magnitsky, que prevê bloqueio de bens, restrições de visto e sanções financeiras.

O subsecretário de Diplomacia Pública, Darren Beattie, afirmou que Washington continuará adotando medidas contra Moraes. A mensagem foi reforçada pela embaixada dos EUA no Brasil em publicação na rede X (ex-Twitter), em que exaltou a data da Independência do Brasil como símbolo de “valores de liberdade e justiça”.

 

Empresários na espera

Enquanto a crise diplomática se arrasta, empresários aguardam a liberação das linhas de crédito anunciadas pelo governo. As taxas variam entre 1% e 5% ao ano, com prazos de até 10 anos e carência de dois anos. Apesar disso, o mercado avalia que a medida não substitui a necessidade de negociação direta com Washington.

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