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Lula pressiona Toffoli a devolver caso Banco Master à 1ª e avalia saída do ministro do STF
Lula pressiona Toffoli a devolver caso Banco Master à 1ª e avalia saída do ministro do STF
Segundo relatos de bastidores, Planalto vê desgaste político e institucional no Supremo e tenta abrir espaço para indicação de Rodrigo Pacheco à Corte
Por: Redação
26/01/2026 às 16:15

Foto: Reprodução/Redes
Cresceu nos bastidores de Brasília a pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o inquérito que envolve o Banco Master seja devolvido à primeira instância da Justiça Federal. De acordo com a informação divulgada da Revista Oeste, o presidente também avalia, em caráter reservado, a possibilidade de Toffoli deixar a Corte diante do acúmulo de desgaste político e institucional.
Atualmente, o caso do Banco Master tramita no STF sob relatoria de Toffoli, apesar de a investigação não envolver autoridades com foro privilegiado. Nos bastidores do governo, a avaliação é de que o caminho natural seria a condução do processo na primeira instância, onde a apuração passaria por juízes de base, com produção de provas, depoimentos e instrução criminal antes de eventual análise por tribunais superiores.
Segundo interlocutores do Planalto, a insistência de Toffoli em permanecer como relator do caso tem alimentado suspeitas, exposto o Supremo a críticas e reforçado o discurso de interferência política em investigações sensíveis. Para aliados de Lula, o episódio tornou o ministro um fator permanente de tensão, tanto para o STF quanto para o próprio governo, em um momento em que o presidente busca reduzir frentes de crise e recompor alianças no Congresso.
O desgaste também é associado a controvérsias paralelas envolvendo o ministro, como as revelações sobre o Resort Tayayá, no Paraná, frequentado por Toffoli e ligado a familiares. Na avaliação de petistas, esse conjunto de fatores fragilizou a posição do magistrado e abriu espaço para discussões sobre uma eventual saída antecipada da Corte.
Nesse contexto, Lula passou a discutir a possibilidade de indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao STF, caso uma vaga seja aberta. A movimentação teria como objetivo, além de reforçar a influência do presidente no Supremo, amenizar a crise com o PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, e reorganizar o tabuleiro político no Congresso.
Segundo a reportagem, Kassab já tratou do futuro político de Pacheco em conversas reservadas com o ex-ministro José Dirceu, avaliando dois cenários: a indicação ao STF ou uma candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026. Até o momento, nenhuma das hipóteses foi oficialmente confirmada.
Paralelamente, outra vaga no Supremo deve ser aberta com a saída do ministro Luís Roberto Barroso, o que tende a ser preenchido pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, já indicado por Lula. Nesse cenário, a eventual saída de Toffoli abriria uma segunda vaga estratégica, ampliando a margem de manobra do presidente na composição da Corte.
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