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Lula provoca EUA e ameaça usar minérios estratégicos como moeda de troca contra tarifa de Trump
Lula provoca EUA e ameaça usar minérios estratégicos como moeda de troca contra tarifa de Trump
Presidente critica postura americana e insinua que recursos naturais brasileiros podem ser trunfo em negociação comercial
Por: Redação
25/07/2025 às 13:44

Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil
Durante discurso nesta quinta-feira (24) no Vale do Jequitinhonha (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a elevar o tom contra os Estados Unidos e sugeriu que o Brasil poderá usar seus minérios estratégicos como moeda de troca diante do tarifaço de 50% imposto pelo ex-presidente e atual candidato Donald Trump.
A declaração de Lula veio após o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, manifestar interesse em minerais críticos brasileiros — insumos essenciais para a indústria de tecnologia e energia. A movimentação remete à estratégia adotada por Trump em negociações envolvendo ajuda à Ucrânia.
“Temos todos os minerais ricos que vocês querem para proteger, e aqui ninguém põe a mão. A única coisa que eu peço é que o governo americano respeite o povo brasileiro como eu respeito o povo americano”, disparou Lula, em tom nacionalista e desafiador.
O presidente também criticou diretamente Trump, afirmando que o republicano tem evitado o diálogo:
“Ele não quer conversar. Se quisesse, pegava o telefone e me ligava. [...] Se quiserem negociar, nós temos os melhores negociadores do mundo. O Lulinha estará pronto.”
O tom provocador de Lula ocorre em meio à escalada nas tensões comerciais entre os dois países, após Trump anunciar tarifas sobre produtos brasileiros. Lula vem reiterando que o Brasil não aceitará “imposições” e que não se curvará a nenhum "imperador do mundo".
Mais tarde, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tentou amenizar a fala do presidente. Ele destacou que o Brasil continua aberto à negociação e que o setor minerário já mantém diálogo com o governo.
“Nunca saímos da mesa de negociação”, disse Alckmin, que também lembrou que o Brasil exporta pouco minério para os EUA, mas importa muitos equipamentos, o que gera grande superávit americano na balança comercial bilateral.
A retórica de Lula, embora aplaudida por parte da base aliada, é vista por analistas com cautela, já que pode afetar acordos estratégicos e aumentar o isolamento do Brasil em um momento de crescente instabilidade geopolítica.
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