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Lula radicaliza discurso e diz que “até a pena de morte é suave” para agressores de mulheres
Lula radicaliza discurso e diz que “até a pena de morte é suave” para agressores de mulheres
Presidente aposta em retórica emocional, cita pedido de Janja e volta a atacar sistema penal brasileiro, enquanto críticos apontam uso político do tema
Por: Redação
02/12/2025 às 21:16

Foto: Reprodução
Em mais um discurso marcado por forte carga emocional e críticas generalizadas ao sistema penal brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “até a pena de morte é suave” para punir agressores de mulheres. A declaração foi feita nesta terça-feira (2/12), durante evento oficial em Pernambuco, após o presidente relatar que a primeira-dama, Janja, teria pedido uma postura “mais dura” do governo diante do crescimento dos casos de feminicídio no país.
Segundo Lula, Janja chorou repetidas vezes ao acompanhar episódios recentes de violência contra mulheres e o teria cobrado pessoalmente dentro do avião presidencial. O petista citou casos de grande repercussão — como o atropelamento brutal de Tainara Souza Santos na Marginal Tietê — para reforçar a tese de que o Código Penal brasileiro seria incapaz de lidar com crimes dessa natureza.
O presidente também aproveitou o discurso para retomar um argumento antigo do PT, atacando suposta desigualdade de tratamento entre réus ricos e pobres. Para ele, homens com maior poder aquisitivo teriam punições brandas, enquanto “um pobre que rouba um pão” enfrentaria penas mais duras.
Lula ainda convocou “os homens do país” a participarem de uma campanha de educação e respeito às mulheres, reforçando que “quem for violento contra a mulher não precisa votar nele”. A fala foi interpretada por aliados como uma tentativa de dar resposta à pressão pública sofrida por sua gestão diante da baixa execução de recursos destinados ao combate ao feminicídio — crítica que tem crescido inclusive entre parlamentares independentes.
Enquanto o presidente discursava, opositores apontaram contradição entre o tom inflamado das falas e o desempenho real do governo na área. Parlamentares conservadores lembram que propostas mais rígidas contra criminosos violentos raramente avançam com apoio do Executivo e acusam Lula de usar episódios trágicos para fins retóricos.
Apesar da polêmica, o governo seguiu sustentando que adotará novas medidas no tema, sem detalhar prazos ou ações concretas.
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