Lula reage a chanceler alemão e diz que Belém é “melhor que Berlim”
Petista rebate crítica de Friedrich Merz após COP30 e tenta minimizar desconforto diplomático em meio a negociações ambientais
Por: Redação
18/11/2025 às 16:14

Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a provocar polêmica no cenário internacional ao rebater declarações do chanceler alemão Friedrich Merz, que afirmou que sua comitiva ficou “feliz em deixar Belém” após participar da COP30. Ao inaugurar a Ponte de Xambioá, no Pará, Lula afirmou que “Berlim não oferece 10% da qualidade de Belém”, em mais um episódio de desgaste diplomático envolvendo o governo brasileiro.
A fala de Lula contrastou com o tom sóbrio do chanceler alemão, que destacou que nenhum dos jornalistas que o acompanharam quis permanecer no Brasil após a viagem. Merz evitou insultos diretos, preferindo elogiar o ambiente político e econômico da Alemanha — comentário que, por si só, já indicava o incômodo da delegação europeia com a estadia no Pará durante a conferência do clima.
Lula tenta minimizar crise diplomática e apela ao folclore regional
Em sua resposta, o presidente brasileiro sugeriu que Merz “deveria ter conhecido um boteco, dançado e provado a culinária paraense” antes de opinar sobre o estado. O comentário foi interpretado por especialistas em diplomacia como mais uma tentativa de Lula de tratar críticas sérias com deboche, atitude que tem marcado sua postura em temas internacionais sensíveis.
A declaração ocorre em meio à busca do Brasil por recursos internacionais para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, ao qual a Alemanha deve anunciar uma contribuição nos próximos dias, segundo o ministro alemão do Meio Ambiente, Carsten Schneider. Mesmo diante desse contexto, o governo parece ter optado por sustentar a resposta no humor e no orgulho regional, em vez de concentrar-se na diplomacia estratégica.
A fala de Merz não foi um caso isolado. Dias antes, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, viralizou ao reprovar o sabor do guaraná durante visita ao Rio de Janeiro. Críticas e estranhamentos de lideranças europeias à infraestrutura, logística e serviços oferecidos em grandes eventos no Brasil têm se tornado frequentes — um alerta para a organização e para a reputação internacional do país.
Enquanto isso, aliados de Lula tentam minimizar a repercussão, alegando que as falas expressariam uma “diferença cultural”. Porém, no campo político, adversários apontam que o presidente repete uma postura que fragiliza a imagem institucional do Brasil, especialmente quando busca investimentos e acordos internacionais.
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