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Lula reforça discurso de soberania no 7 de Setembro, enquanto oposição mostra força nas ruas
Lula reforça discurso de soberania no 7 de Setembro, enquanto oposição mostra força nas ruas
Presidente exaltou independência do Brasil em rede nacional, mas atos pró-Bolsonaro reuniram multidões e ganharam destaque no cenário político
Por: Redação
08/09/2025 às 08:28

Foto: Reprodução/TV Brasil
O feriado de 7 de Setembro foi marcado por discursos e demonstrações de força tanto do governo quanto da oposição. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a data para reforçar sua retórica sobre soberania nacional, enquanto apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) levaram mais pessoas às ruas do que grupos de esquerda, em um termômetro político às vésperas de julgamentos decisivos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na véspera, em pronunciamento em rede nacional, Lula afirmou que o Brasil não será “colônia de ninguém” e defendeu que o país tem apenas “um dono: o povo brasileiro”. O chefe do Executivo também destacou que mantém relações amistosas com outras nações, mas rejeita “ordens de quem quer que seja”. Nas redes sociais, publicou frases como “o poder de decidir nosso futuro” e “colocar o povo no centro das decisões”.
No domingo, o presidente participou do tradicional desfile cívico-militar em Brasília, acompanhado da primeira-dama, Janja, de cerca de 30 ministros e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nenhum ministro do STF esteve presente, assim como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). O Planalto estimou 45 mil pessoas no evento, número superior ao registrado em 2024.
Do outro lado, em São Paulo, a mobilização pró-Bolsonaro ganhou repercussão. De acordo com levantamento do Monitor do Debate Político da USP, em parceria com a ONG More in Common, 42,2 mil pessoas participaram do ato na Avenida Paulista, contra 8,8 mil em manifestação de esquerda na Praça da República.
Com o slogan “Reaja Brasil”, os apoiadores defenderam principalmente a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, medida que poderia beneficiar o próprio ex-presidente. A manifestação também consolidou o protagonismo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na articulação política em torno do tema no Congresso.
O ato bolsonarista ocorre em meio a uma semana decisiva no STF, que julga Bolsonaro e aliados por suposta tentativa de golpe. A comparação de públicos reforça a pressão sobre a Corte e demonstra a capacidade de mobilização da direita em um momento político sensível.
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