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Lula se alinha a Xi Jinping após convite de Trump e reforça discurso pró-ONU

Lula se alinha a Xi Jinping após convite de Trump e reforça discurso pró-ONU

Presidentes do Brasil e da China conversam por telefone e defendem protagonismo do multilateralismo em meio à proposta do Conselho de Paz dos EUA

Por: Redação

23/01/2026 às 09:03

Imagem de Lula se alinha a Xi Jinping após convite de Trump e reforça discurso pró-ONU

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o líder chinês Xi Jinping na noite de quinta-feira (22), dias depois de ambos receberem convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar um novo Conselho de Paz internacional.

Segundo informações divulgadas pela imprensa chinesa e confirmadas pelo Planalto, Lula e Xi destacaram a necessidade de fortalecer o papel central da Organização das Nações Unidas (ONU) em um cenário global marcado por conflitos e instabilidade. A conversa foi interpretada como um alinhamento político e diplomático entre Brasil e China, dois países frequentemente críticos à liderança americana no cenário internacional.

De acordo com a emissora estatal chinesa CCTV, Xi Jinping afirmou que Brasil e China, como integrantes do chamado “Sul Global”, devem atuar como forças de estabilidade e defesa daquilo que chamou de “equidade e justiça internacionais”, além de proteger o protagonismo da ONU. Lula, por sua vez, reiterou o discurso tradicional de seu governo em defesa do multilateralismo, do livre-comércio e da ampliação das relações econômicas com Pequim.

A ligação ocorreu após o anúncio feito por Trump, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, da criação de um Conselho de Paz concebido inicialmente para administrar a situação na Faixa de Gaza, mas que acabou ganhando escopo mais amplo. Embora Trump negue que o novo órgão concorra com a ONU, a proposta foi vista por analistas como uma tentativa de contornar a ineficiência histórica do organismo internacional, frequentemente criticado por sua incapacidade de impedir guerras e violações de direitos humanos.

O movimento de Lula, ao priorizar o diálogo com a China e reforçar o discurso pró-ONU, foi interpretado por críticos como mais um sinal de distanciamento do Brasil em relação aos Estados Unidos e de aproximação com regimes autoritários. Para aliados do governo, trata-se apenas da continuidade da política externa “ativa e altiva” defendida pelo petista.

A proposta do Conselho de Paz de Trump tem gerado reações divergentes no cenário internacional. Enquanto o presidente americano sustenta que o novo órgão poderá agir com mais eficácia do que a ONU, líderes como Lula e Xi preferem apostar na manutenção do modelo multilateral tradicional, apesar de suas falhas amplamente reconhecidas.

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