
Foto: José Cruz / Agência Brasil
Em meio a debates acalorados sobre a proposta de isenção do Imposto de Renda, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de críticas por suas despesas com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. Segundo levantamento publicado pela Gazeta do Povo, os gastos com anúncios pagos pela Meta saltaram cerca de 360%, totalizando R$ 8,4 milhões em 30 dias — o que representa uma média diária de R$ 283 mil. Mais de 90% desses anúncios ativos no dia da aprovação da proposta tratavam especificamente da reforma proposta para o IR.
A oposição questiona a legitimidade desses gastos públicos, enquadrando-os como uso excessivo de dinheiro estatal para promoção de políticas do governo em caráter eleitoral e de propaganda política. A estratégia de comunicação, apontam críticos, reforça o controle narrativo e mobiliza a máquina pública para moldar a opinião pública, especialmente em temas sensíveis.
Além dos custos financeiros, a movimentação levanta questionamentos sobre isonomia no debate político: enquanto o governo domina os anúncios pagos, partidos de oposição têm orçamentos reduzidos e menor capilaridade digital, o que reforça um cenário de desvantagem informativa.
Mesmo com a repercussão negativa, não houve, até agora, manifestação oficial da Presidência da República ou da equipe da campanha respondendo aos questionamentos sobre transparência, critérios de escolha de pautas e adequação ao uso de recursos públicos. A controvérsia tende a se intensificar conforme avança o calendário eleitoral e o governo enfrenta pressão política em relação à condução de suas ações de comunicação.
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