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Lula usa palanque oficial para debochar de Bolsonaro e distorce episódio da própria prisão
Lula usa palanque oficial para debochar de Bolsonaro e distorce episódio da própria prisão
Petista compara tornozeleira e fuga, tenta reescrever narrativa da Lava Jato e transforma evento educacional em ataque político
Por: Redação
03/12/2025 às 16:40

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
Em mais um momento de improviso político durante agenda oficial no Ceará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a tratar de sua prisão em 2018 e usou o discurso para ironizar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem citar nomes, Lula insinuou superioridade moral ao afirmar que rejeitou o uso de tornozeleira eletrônica enquanto esteve preso — comentário claramente direcionado ao episódio envolvendo Bolsonaro, atualmente encarcerado.
O petista afirmou que poderia ter buscado abrigo em embaixada ou aceitado monitoramento eletrônico, mas preferiu “provar inocência”. Disse ainda que recusou o equipamento eletrônico por não ser “pombo-correio”, frase usada como deboche público.
A fala contrasta com o próprio histórico judicial de Lula: embora diga ter “saído inocente”, suas condenações por corrupção e lavagem de dinheiro só foram anuladas por questões processuais, não por absolvição plena de mérito. O petista aproveitou ainda para repetir a narrativa de perseguição política, apesar de ter sido preso depois de decisão colegiada, em 2ª instância, por unanimidade.
Lula também comentou o caso de Bolsonaro, cuja tornozeleira foi danificada após tentativa de reparo com ferro de solda — fato interpretado como violação de medida judicial. A referência irônica do petista ocorre num momento em que a polarização segue alimentada pelo próprio governo, que recorrentemente transforma agendas oficiais em palanques políticos.
O discurso ocorreu durante um evento de entrega de Carteiras Nacionais Docentes e equipamentos do programa Mais Professores. Mesmo em cerimônia voltada à educação, Lula voltou a centrar o protagonismo na sua trajetória pessoal, atacou adversários e citou frases de efeito direcionadas à militância, como ao mencionar cartazes exaltando-o como “ladrão que roubou corações”.
Com a fala, Lula reforça sua estratégia: reposicionar narrativas antigas, minimizar escândalos da Lava Jato e manter o foco na criminalização de opositores, sobretudo Bolsonaro — seu principal antagonista político.
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