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Lula vê tarifaço chegando e abaixa a guarda para Trump: 'Vamos tentar resolver'
Lula vê tarifaço chegando e abaixa a guarda para Trump: 'Vamos tentar resolver'
Por: Redação
28/07/2025 às 17:08

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma postura diplomática diante da crise que se intensifica entre Brasil e Estados Unidos. Poucos dias antes da entrada em vigor da taxa de 50% sobre produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto, Lula fez um apelo direto ao presidente Donald Trump, reiterando a necessidade de diálogo.
Durante discurso em evento oficial, o presidente afirmou que divergências não são irreconciliáveis e defendeu o bom senso: é preciso “sentar numa mesa”, colocar os desentendimentos de lado e buscar uma solução negociada, em vez de adotar decisões abruptas e unilaterais.
“Eu espero que o presidente dos Estados Unidos reflita sobre a importância do Brasil. E eu vou fazer aquilo que, no mundo civilizado, a gente faz. Tem divergência? Tem. Senta numa mesa, coloca a divergência do lado e vamos tentar resolver. E não de uma forma abrupta, individual, tomar uma decisão de que vai taxar o Brasil em 50%”, disse.
O petista voltou a colocar a culpa do tarifaço em Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que está nos Estados Unidos e admitiu que participou das conversas sobre sanções contra o Brasil.
“Isso é o filho do coisa e o coisa [Bolsonaro] que estão pedindo para fazer. O cara que fazia campanha embrulhado na bandeira nacional. Brasil acima de tudo. E agora ele vai com a desfaçatez. Brasil acima de tudo, mas primeiro os EUA. [É] Uma falta de patriotismo…”, declarou Lula.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, tem liderado as tentativas de negociação com os EUA. Alckmin confirmou ter mantido uma conversa positiva com o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, enfatizando que o Brasil nunca abandonou a negociação, embora ainda não tenha conseguido obter acesso efetivo à Casa Branca.
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