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Massacre em igreja no Congo deixa ao menos 43 mortos, incluindo nove crianças

Massacre em igreja no Congo deixa ao menos 43 mortos, incluindo nove crianças

Rebeldes ligados ao Estado Islâmico invadiram templo católico no leste do país; ataque marca fim de meses de calmaria na região de Ituri

Por: Redação

28/07/2025 às 07:08

Veículo queimado em ataque em Komanda. Casas e lojas no entorno da igreja também foram incendiadas

Foto: Olivier Okande/AP Photo/picture alliance

Pelo menos 43 pessoas, entre elas nove crianças, foram mortas neste domingo (27) em um ataque brutal a uma igreja católica na cidade de Komanda, no nordeste da República Democrática do Congo. O atentado foi atribuído às Forças Democráticas Aliadas (ADF), grupo insurgente com vínculos com o Estado Islâmico.

O massacre ocorreu durante uma celebração religiosa, quando fiéis se reuniam para orar. Segundo informações da Monusco — missão de paz da ONU no país —, a maioria das vítimas foi esfaqueada no local de culto. Os agressores também raptaram pessoas e incendiaram casas e lojas, agravando ainda mais a crise humanitária da região.

“Esses ataques direcionados a civis indefesos, especialmente em locais de culto, são revoltantes e contrários a todas as normas de direitos humanos e do direito internacional humanitário”, afirmou a vice-chefe da Monusco em nota oficial.

 

Terror e retaliação
O Exército congolês classificou o ataque como um “massacre em larga escala”, acusando os rebeldes de vingança contra populações pacíficas. Em fevereiro deste ano, a mesma região foi palco de outro atentado das ADF, que resultou em 23 mortos no território de Mambasa. O episódio deste domingo encerra um período de relativa calmaria na província de Ituri, próxima à fronteira com Uganda.

As ADF têm histórico de violência extrema, frequentemente usando facões e machados em suas investidas. O grupo nasceu em Uganda, mas atua há décadas no leste do Congo. Desde 2019, jurou lealdade ao Estado Islâmico, ampliando sua capacidade de mobilização e financiamento.

 

Região sitiada por conflitos
O leste do Congo é considerado uma das regiões mais instáveis do mundo, com cerca de 130 grupos armados ativos disputando o controle de ricos recursos naturais, como coltan, cobalto, ouro e diamantes. A violência é alimentada tanto por questões étnicas quanto por interesses econômicos e estratégicos.

A recente trégua assinada em 19 de julho entre o governo congolês e o grupo M23 não envolveu as ADF, que permanecem uma ameaça constante à população civil.

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