Mauro Cid pede extinção de pena e dispensa de escolta da PF
Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro busca considerar medidas cautelares já cumpridas e planeja mudar-se para os EUA
Por: Redação
14/09/2025 às 21:31

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que sua pena de dois anos em regime aberto seja extinta, considerando o período em que cumpriu medidas cautelares, como prisão preventiva e uso de tornozeleira eletrônica.
Cid, que colaborou com as investigações e teve seu acordo de delação premiada mantido pela Primeira Turma do STF, pediu ainda a devolução de seus passaportes e manifestou que não deseja contar com escolta da Polícia Federal enquanto permanecer no Brasil.
O militar afirmou que não esperava a condenação de dois anos — acreditava que a pena estaria entre seis e oito anos dentro do acordo de delação — e busca se ver livre de punições adicionais.
Planos futuros
Mauro Cid pretende residir nos Estados Unidos com a esposa e as filhas. A família já viajou ao país em junho, embora o tenente-coronel não tenha participado da última viagem. Seu irmão vive na Califórnia.
Diferentemente dos demais réus do chamado “núcleo 1” do inquérito, Cid não terá restrições como início de pena em regime fechado nem será alvo de julgamento no Superior Tribunal Militar sobre eventual perda de patente.
O pedido reforça a posição de Cid como colaborador das investigações e sinaliza um esforço para minimizar impactos da condenação, mantendo a família e a carreira militar preservadas.
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