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Médicos denunciam atraso salarial no Hospital Geral de Camaçari e alertam para risco de colapso na UTI

Médicos denunciam atraso salarial no Hospital Geral de Camaçari e alertam para risco de colapso na UTI

Por: Redação

27/01/2026 às 11:19

Imagem de Médicos denunciam atraso salarial no Hospital Geral de Camaçari e alertam para risco de colapso na UTI

Foto: Divulgação

Médicos que atuam no Hospital Geral de Camaçari (HGC), unidade vinculada à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), denunciam uma situação considerada grave e alarmante: o atraso prolongado no pagamento de salários, que já se estende por meses. Segundo relatos feitos à imprensa, profissionais da unidade, especialmente da UTI, não recebem integralmente desde setembro, com registros de pagamentos incompletos em meses anteriores, como agosto e outubro. Até o dia 21 de janeiro, parte dos valores ainda não havia sido quitada.

De acordo com médicos que preferiram não se identificar por medo de retaliações, há casos ainda mais críticos, com profissionais afirmando estar sem receber desde abril. Mesmo diante da inadimplência, os médicos continuam atuando para evitar o colapso do serviço e a interrupção do atendimento a pacientes em estado grave.

A situação tem provocado consequências diretas na vida dos profissionais. Endividamento, uso recorrente de cheque especial e empréstimos bancários fazem parte da rotina de quem segue trabalhando sem receber. Há relatos de médicos que enfrentam dificuldades para arcar com despesas básicas, como aluguel, alimentação e transporte.

O impacto emocional também é significativo. Profissionais relatam crises de ansiedade, sintomas de depressão e esgotamento físico e mental, caracterizando quadros de burnout, condição reconhecida como resultado de estresse crônico e sobrecarga extrema. Mesmo adoecidos, muitos seguem cumprindo plantões extensos por compromisso ético com a assistência aos pacientes.

Outro ponto destacado na denúncia é o custo adicional assumido pelos médicos. Parte da equipe se desloca diariamente de Salvador para Camaçari, arcando com despesas de combustível, transporte e alimentação do próprio bolso, apesar da ausência de pagamento regular.

Para os denunciantes, o cenário representa um risco silencioso à saúde pública. “Não se trata de um atraso pontual, mas de uma crise institucional”, afirma um dos relatos. 

A preocupação é que o esgotamento financeiro e psicológico dos profissionais comprometa, de forma indireta, a segurança dos pacientes e a continuidade do funcionamento da UTI.

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