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Mercado financeiro alerta sobre PL Antifacção mas base aliada de Derrite mantém foco no combate ao crime
Mercado financeiro alerta sobre PL Antifacção mas base aliada de Derrite mantém foco no combate ao crime
Proposta endurece penas contra facções sem ceder à pressão de fundos internacionais; equipe econômica de Lula teme efeitos no rating
Por: Redação
10/11/2025 às 17:10

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Lideranças do mercado financeiro procuraram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator do PL Antifacção, Guilherme Derrite (PP-SP), para tentar barrar a proposta de equiparar crimes cometidos por facções às práticas de terrorismo. O argumento é de que essa classificação poderia levar fundos estrangeiros e multinacionais — com cláusulas que proíbem investir em países ligados ao terrorismo — a retirarem recursos do Brasil.
Apesar da pressão, Derrite manteve a essência do projeto, que busca endurecer o combate ao crime organizado, equiparando as penas aplicadas a facções criminosas, milícias e grupos paramilitares às de atos terroristas, sem classificá-los formalmente como tal.
“Não se trata de chamar facções de organizações terroristas em sentido estrito, mas de reconhecer que os efeitos sociais e políticos desses crimes equivalem aos de terrorismo”, justificou Derrite em seu parecer.
A proposta é vista por analistas independentes como um avanço no enfrentamento ao poder paralelo das facções, que dominam comunidades inteiras e desafiam o Estado. A resistência de setores ligados ao governo Lula e ao mercado financeiro foi interpretada por parlamentares da base conservadora como uma tentativa de suavizar o combate ao crime sob o pretexto de proteger investimentos estrangeiros.
O texto final do parecer, apresentado nesta segunda (10), mantém a alteração na Lei Antiterrorismo (13.260/2016) para criar o artigo 2º-A, ampliando o alcance penal e permitindo punições mais duras para crimes cometidos por organizações criminosas.
Enquanto a oposição tenta adiar a votação, o presidente da Câmara reafirmou que o projeto seguirá em pauta. A expectativa é de que o texto seja votado ainda em novembro, com apoio da maioria da bancada conservadora e da base de segurança pública.
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