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Messias inicia “beija-mão” no Senado e tenta convencer os 81 parlamentares em meio a forte resistência política
Messias inicia “beija-mão” no Senado e tenta convencer os 81 parlamentares em meio a forte resistência política
Indicado de Lula ao STF admite que ficará diariamente no Congresso até a sabatina; direita aponta submissão ao Planalto e desgaste com Alcolumbre
Por: Redação
26/11/2025 às 10:13

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O advogado-geral da União e indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, afirmou nesta terça-feira (25) que pretende conversar pessoalmente com todos os 81 senadores para tentar garantir votos para sua aprovação ao STF.
Segundo Messias, ele não deixará o Congresso até o dia da sabatina, marcada para 10 de dezembro:
“Eu não vou sair daqui nenhum dia, eu virei ao Senado todos os dias.”
A prática de visitar gabinetes para buscar apoio é conhecida como “beija-mão”, e tem sido vista por senadores da oposição como um gesto de submissão do indicado à vontade do Planalto.
Messias enfrenta rejeição em três frentes:
Direita: acusa o AGU de ser “mais petista do que evangélico”, citando o parecer sobre aborto como sinal ideológico.
Esquerda identitária: critica a escolha de um “homem branco” justamente no Dia da Consciência Negra.
Centro político: reclama do mal-estar causado em Davi Alcolumbre (União-AP), que queria o senador Rodrigo Pacheco no STF.
Esse triplo desgaste torna a aprovação de Messias um dos maiores desafios do governo Lula desde o início do mandato.
O presidente do Senado se sentiu ignorado e passou a retaliar o governo — incluindo acelerar ou travar pautas de interesse do Planalto.
Caso aprovado, Messias poderá ficar no Supremo até 2055.
Ou seja, ele permanecerá por duas décadas além do fim do mandato de Lula — influência política de longo alcance que preocupa opositores.
Além disso, o próximo presidente também indicará três ministros entre 2028 e 2030, o que significa que a composição da Corte pode mudar profundamente na próxima década.
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