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Milei inicia privatização da estatal de água e esgoto AySA na Argentina

Milei inicia privatização da estatal de água e esgoto AySA na Argentina

Governo venderá 90% das ações da empresa; medida visa “modernização” e é crítica direta à gestão kirchnerista de Alberto Fernández

Por: Redação

20/07/2025 às 10:54

Atualizado em 20/07/2025 às 10:55

Imagem de Milei inicia privatização da estatal de água e esgoto AySA na Argentina

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O governo do presidente Javier Milei anunciou, nesta semana, o início do processo de privatização da empresa estatal Aguas y Saneamientos Argentinos S.A (AySA), responsável pelos serviços de água e esgoto na região metropolitana de Buenos Aires. O plano prevê a venda de 90% das ações da companhia ao setor privado, mantendo 10% sob controle dos funcionários, por meio do programa de participação acionária.

A decisão foi anunciada pelo porta-voz presidencial, Manuel Adorni, na última sexta-feira (18.jul.2025). Segundo ele, o objetivo é promover a modernização do setor, melhorar a eficiência operacional e proporcionar serviços com melhor qualidade e preços mais justos à população.

“Será uma licitação ajustada aos mais altos padrões nacionais e internacionais”, disse Adorni, ao explicar os termos do processo que será supervisionado pela Comissão Nacional de Valores Mobiliários.

 

Crítica ao legado kirchnerista

Durante o anúncio, Adorni não poupou críticas ao ex-presidente Alberto Fernández (esquerda), acusando sua gestão de usar a estatal como ferramenta política e de sustentar um modelo ineficiente e caro para os cofres públicos.

“Só no governo anterior foram gastos mais de US$ 4,8 bilhões com a AySA, que funcionou como uma plataforma de campanha. Cerca de US$ 200 milhões foram direcionados a obras nos municípios de Tigre e Malvinas Argentinas, de onde vinham os diretores indicados pelo governo kirchnerista”, declarou.

A AySA fechou 2023 com um déficit de US$ 230 milhões, reflexo de políticas de congelamento de tarifas, uma manobra do governo Fernández para tentar conter a inflação sem reformar a estrutura fiscal do país.

 

Promessa de campanha

A privatização da AySA cumpre uma das promessas centrais de Milei, que desde a campanha presidencial defendeu um Estado mínimo, o fim do "populismo econômico" e a retomada da lógica de mercado para serviços públicos.

Estatizada em 2006 durante o governo de Néstor Kirchner, a AySA se tornou, segundo analistas liberais, um símbolo do intervencionismo estatal argentino — modelo que Milei promete desmontar em seu mandato iniciado em 2024.

O anúncio marca mais um passo do governo argentino rumo a uma agenda de reformas liberais profundas, que vêm sendo acompanhadas com atenção por investidores estrangeiros e críticos internos. Para aliados do presidente, a venda da AySA representa um gesto de responsabilidade fiscal e um rompimento definitivo com as práticas clientelistas do passado.

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