Ministra do TSE que votou contra Cláudio Castro deixa Corte após biênio
Saída de Isabel Gallotti reacende debate sobre decisões polêmicas no tribunal eleitoral
Por: Redação
19/11/2025 às 08:17

Foto: Divulgação
A ministra Isabel Gallotti encerrou seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (19), após completar o biênio na Corte. A saída, antecipada por causa do feriado da Consciência Negra, marca o fim de uma gestão marcada por decisões controversas — algumas delas recebidas com críticas por setores que defendem maior segurança jurídica e transparência eleitoral.
Gallotti assumiu o cargo em novembro de 2023 e, ao longo de dois anos, participou de julgamentos sensíveis. Entre eles, votou pela cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), sob acusações de uso irregular da máquina pública em sua campanha de reeleição — caso que segue sendo contestado por aliados do governador, que apontam excesso de protagonismo judicial nas disputas políticas.
Também se posicionou pela cassação do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), reforçando a percepção de que o TSE tem adotado uma postura mais ativista em decisões envolvendo mandatários eleitos.
Por outro lado, Gallotti determinou o arquivamento de um inquérito administrativo que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por críticas ao sistema de votação. A ministra justificou que o prazo para novas ações já havia expirado, tornando “inútil o prosseguimento”.
Com sua saída, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva assume a vaga como efetivo, enquanto Antonio Carlos Ferreira será o novo responsável pela Controladoria-Geral Eleitoral nas eleições municipais de 2026 — área estratégica para fiscalizar a regularidade dos serviços eleitorais em todo o país.
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