Ministro de Lula gasta mais de R$ 70 mil em passagem aérea para a China
Por: Redação
08/11/2025 às 18:27

Foto: Reprodução
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, desembolsou mais de R$ 70 mil em um único bilhete aéreo para viajar à China, em outubro deste ano. As informações constam no Portal da Transparência do governo federal e foram divulgadas pela imprensa.
A passagem principal, no trecho entre Londres e Pequim, custou R$ 73.812,53 e foi paga com recursos públicos. Além desse valor, há registros de outros deslocamentos ligados à mesma missão oficial: quase R$ 20 mil em um bilhete até Londres, mais de R$ 6 mil em um voo interno na China, R$ 21 mil entre Xangai e Nova Délhi, e cerca de R$ 26 mil no retorno ao Brasil.
Somadas as passagens e diárias, o custo total da viagem chegou a aproximadamente R$ 166 mil.
Segundo informações oficiais, a viagem teve como propósito realizar uma reunião bilateral com o ministro chinês da Saúde, visitar um laboratório responsável pela produção de insulina e participar de uma conferência sobre hospitais inteligentes com uso de inteligência artificial. Também constava na agenda a assinatura de um contrato para a construção de um novo hospital da Universidade de São Paulo, durante evento no Banco dos BRICS.
A escala na Índia teria ocorrido para acompanhar uma comitiva presidencial, embora não haja detalhamento público sobre essa parte do itinerário.
O valor elevado da passagem chamou atenção por superar as tarifas médias praticadas no mercado, mesmo em classes executivas e de primeira classe para o trecho Londres–Pequim, que normalmente custam cerca da metade do montante pago. A despesa levantou questionamentos sobre os critérios de escolha e a economicidade dos gastos públicos em viagens internacionais.
Especialistas em gestão pública apontam que, embora missões oficiais no exterior possam ter relevância estratégica, os valores precisam estar devidamente justificados e compatíveis com as normas de austeridade administrativa.
Transparência e repercussão
Até o momento, o ministério não apresentou esclarecimentos públicos sobre o custo da viagem. O episódio reacende o debate sobre o uso responsável de recursos públicos e a necessidade de maior transparência em despesas com deslocamentos internacionais de autoridades.
Casos como este costumam gerar desgaste político e alimentar críticas quanto à gestão dos gastos governamentais, especialmente em períodos de ajuste fiscal e cobrança por eficiência no uso do dinheiro público.
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