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“Modelito Maduro”: Lula adota discurso autoritário e resgata retórica chavista contra opositores
“Modelito Maduro”: Lula adota discurso autoritário e resgata retórica chavista contra opositores
Em rede nacional, presidente petista fala em “traidores da pátria” e acende alerta sobre semelhanças com táticas do regime venezuelano. Estratégia remete ao 0800 da delação criado por Nicolás Maduro em 2013.
Por: Redação
22/07/2025 às 13:13

Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil
A retórica usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu pronunciamento em rede nacional, na última quinta-feira (17), acendeu o alerta entre observadores políticos e analistas da liberdade democrática no Brasil. Ao se referir a adversários e críticos como “traidores da pátria”, Lula adotou um discurso inquietantemente semelhante ao de regimes autoritários latino-americanos — especialmente ao do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
O paralelo mais evidente está na tática de criminalizar a oposição. Após assumir o poder, em setembro de 2013, Maduro lançou o famoso número 0800 para estimular delações anônimas de “traidores da pátria”, medida que dividiu famílias, gerou perseguições e consolidou a repressão política em seu país. A justificativa era a crise econômica e social — semelhante ao que hoje se vê no Brasil, com inflação em alta, queda na atividade econômica e um governo que transfere a culpa para adversários.
Lula, por sua vez, usou o mesmo tipo de retórica ao responder às críticas e adotar o que analistas já chamam de “modelito Maduro”. As declarações ocorreram durante ataques a Donald Trump e à direita brasileira, em meio a um esforço para deslegitimar vozes dissidentes e reforçar a narrativa de um “inimigo interno”.
O histórico da Venezuela serve como alerta. Sob o pretexto de combater supostos conspiradores, o regime chavista censurou a imprensa, anulou o Poder Legislativo, perseguiu e prendeu opositores, tornando vários deles inelegíveis — e, por fim, instaurou uma ditadura sem disfarces.
O Brasil, embora ainda em um contexto democrático, já apresenta sinais preocupantes. A criminalização do contraditório, o cerco a veículos de imprensa independentes e as tentativas de sufocar o Legislativo acendem luzes vermelhas. A fala de Lula não foi um tropeço retórico: foi uma escolha política. E, ao que tudo indica, o espelho usado no Planalto tem sotaque venezuelano.
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