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Moraes admite reuniões com Banco Central, mas diz que tratou apenas de efeitos de sanção internacional
Moraes admite reuniões com Banco Central, mas diz que tratou apenas de efeitos de sanção internacional
Ministro afirma que encontros ocorreram por causa da Lei Magnitsky e nega qualquer interferência em decisões sobre o Banco Master, em meio a desconfiança no mercado
Por: Redação
23/12/2025 às 10:39

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, divulgou nota nesta terça-feira (23) para justificar as reuniões que manteve com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e com dirigentes de grandes instituições financeiras. Segundo Moraes, os encontros tiveram como objetivo exclusivo discutir as consequências da aplicação da Lei Magnitsky, imposta pelos Estados Unidos ao magistrado em 30 de julho de 2025.
De acordo com o ministro, a sanção internacional — posteriormente derrubada em 12 de dezembro, após negociações entre o presidente Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva — levantou dúvidas sobre a manutenção de operações financeiras básicas, como contas bancárias, movimentação de recursos e uso de cartões de crédito e débito. Moraes sustenta que nenhum outro assunto foi tratado nas reuniões.
Na nota, o ministro afirma que não houve qualquer discussão relacionada a processos administrativos, decisões regulatórias ou temas ligados ao sistema financeiro além dos efeitos diretos da sanção. “Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei”, declarou.
Moraes informou ter se reunido, além de Galípolo, com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, com o presidente e o vice-presidente jurídico do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho e Álvaro F. Rizzi Rodrigues, além de encontros com dirigentes da Febraban, da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, do BTG Pactual e vice-presidentes do Bradesco.
O esclarecimento ocorre após meses de rumores em Brasília e no mercado financeiro sobre uma suposta pressão do ministro do STF sobre o Banco Central durante o processo que resultou no veto à venda do Banco Master para o BRB, em setembro de 2025, e na posterior liquidação da instituição, decretada em novembro.
Galípolo tem negado reiteradamente qualquer tipo de interferência, afirmando que as decisões do Banco Central seguiram critérios técnicos e legais. Ainda assim, o episódio ganhou contornos mais sensíveis após a revelação de que o Banco Master contratou a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, em um contrato estimado em R$ 129 milhões — valor, prazos e serviços que nunca foram detalhados publicamente.
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