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Moraes diz que Judiciário precisa de “humildade”, mas ataca críticos e defende penduricalhos para magistrados
Moraes diz que Judiciário precisa de “humildade”, mas ataca críticos e defende penduricalhos para magistrados
Ministro reconhece críticas ao Judiciário, mas responsabiliza “grupos econômicos” e influencers por desgaste da Corte — e ainda pede a volta de benefícios milionários
Por: Redação
03/12/2025 às 08:57

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Em discurso durante evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (2/12), o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o Poder Judiciário “precisa ter humildade” para reconhecer críticas válidas — mas, na mesma fala, voltou a atacar opositores, influenciadores e a imprensa independente, responsabilizando-os pelo desgaste da imagem da Corte.
Segundo Moraes, embora parte das críticas seja legítima, “grupos econômicos muito fortes e integrados internacionalmente” estariam por trás da maior parte dos ataques, acusando-os de querer “igualdade e liberdade somente para si”.
O ministro também ironizou o crescimento de comunicadores independentes nas redes sociais, afirmando que “qualquer influencer virou analista judiciário”, mesmo sem conhecer a composição do STF. Para ele, isso teria contribuído para o que chamou de “ataques permanentes” ao Judiciário.
A fala, no entanto, contrastou com outro trecho do discurso: Moraes defendeu publicamente a volta dos penduricalhos para magistrados, como o quinquênio — adicional por tempo de serviço que pode aumentar significativamente os salários já no teto constitucional. A proposta, vista como privilégio corporativo, vem sendo criticada por especialistas em contas públicas e rejeitada pela opinião pública.
A incoerência chamou atenção: enquanto pede “humildade” e afirma que juízes vivem sob ataques, Moraes defende o retorno de benefícios milionários em meio à estagnação econômica, alta carga tributária e serviços públicos em declínio.
Para parlamentares da oposição, o discurso reforça o distanciamento entre o STF e a população. “O Judiciário quer humildade dos outros, mas não abre mão de privilégios”, criticou um senador aliado da direita.
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