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Moraes nega visita de Magno Malta a Bolsonaro após tentativa sem autorização na Papudinha
Moraes nega visita de Magno Malta a Bolsonaro após tentativa sem autorização na Papudinha
STF aponta descumprimento de regras de visitação; senador contesta versão e critica decisão do ministro
Por: Redação
29/01/2026 às 14:24

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de visita do senador Magno Malta (PL-ES) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está custodiado no Complexo Penitenciário da Papuda, na ala conhecida como Papudinha. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (29), após o STF receber relatório da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
De acordo com o documento encaminhado ao Supremo, Magno Malta tentou ingressar na unidade prisional sem autorização judicial no dia 17 de janeiro, dois dias depois da transferência de Bolsonaro para o local. Os policiais relataram que informaram ao senador que o acesso não seria permitido sem autorização expressa do STF.
Segundo a PMDF, os agentes explicaram que apenas familiares previamente autorizados podem realizar visitas regulares e que qualquer outra visita — inclusive de autoridades — depende de cadastro prévio e autorização judicial. Ainda conforme o relatório, o senador questionou a restrição e, em seguida, solicitou autorização para realizar uma oração no 19º Batalhão da Polícia Militar, pedido que também foi negado.
O impasse no local teria durado cerca de 30 minutos, até que a situação fosse encerrada sem registro de ocorrência ou intervenção mais severa por parte da segurança.
Procurado, Magno Malta divulgou nota na qual contestou a versão apresentada e criticou a decisão de Alexandre de Moraes. Segundo o parlamentar, não houve tentativa de invasão ou acesso irregular à unidade prisional.
“Em nenhum momento houve tentativa de invasão, acesso irregular ou qualquer conduta incompatível com a lei durante a ida do senador Magno Malta à unidade prisional da Papudinha, cujo objetivo foi exclusivamente obter informações sobre a situação do ex-presidente”, afirmou.
O senador acrescentou que, caso houvesse qualquer irregularidade, as consequências seriam imediatas, o que, segundo ele, não ocorreu. Para Malta, o indeferimento da visita não se sustenta em fatos concretos e teria caráter político. “Infelizmente, isso não causa surpresa; apenas confirma um padrão de conduta que vem sendo reiteradamente observado”, declarou.
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