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Moraes ordena preservação das imagens de câmeras corporais na megaoperação do Rio
Moraes ordena preservação das imagens de câmeras corporais na megaoperação do Rio
Decisão na ADPF das Favelas exige envio de laudos, relatórios e lista de presos; relatoria está com Moraes até nomeação de novo ministro
Por: Redação
10/11/2025 às 14:51

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que o governo do Rio de Janeiro, as polícias Militar e Civil, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Defensoria Pública adotem uma série de medidas no âmbito da ADPF das Favelas. Entre elas, a preservação de todas as imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes e a apresentação, nos autos, da relação de câmeras utilizadas no dia da megaoperação.
Ao Executivo fluminense, Moraes exigiu o envio de cópias de todos os laudos necroscópicos (com registro fotográfico e busca de projéteis), além dos relatórios de inteligência que indicavam a presença dos 51 réus alvo de mandados de prisão na Operação Contenção, bem como esclarecimentos sobre as demais medidas da ação.
À presidência do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), foi determinado remeter a lista de pessoas presas (por mandado e em flagrante) durante a megaoperação, com a situação processual de cada uma, e os resultados das audiências de custódia e dos mandados de busca e apreensão efetivados.
O ministro também estipulou que o MP-RJ e a Defensoria enviem relatórios e laudos periciais, e que o STF tenha acesso integral ao procedimento investigatório e às provas, assegurando acompanhamento e assistência às famílias das vítimas.
A relatoria da ADPF das Favelas está com Moraes de forma temporária após a aposentadoria de Luiz Roberto Barroso. Pelo regimento, a relatoria iria para o ministro mais antigo após a nomeação — Edson Fachin —, mas, por ele ocupar a presidência da Corte, passou ao próximo na lista, Moraes. A redistribuição definitiva ocorrerá quando o presidente da República indicar o novo ministro.
Ainda hoje (10), Moraes tem reuniões previstas com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e, em seguida, com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para tratar da ADPF e do Marco do Crime Organizado (PL 5.582/2025).
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