Moraes pede a Zanin que marque julgamento de Bolsonaro e aliados no STF
Processo investiga suposta acusação de tentativa de golpe em 2022; defesas alegam ausência de provas
Por: Redação
14/08/2025 às 20:21

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta quinta-feira (14) ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, que marque o julgamento presencial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de supostamente tentar impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022.
Segundo Moraes, a fase de instrução processual foi concluída, com todas as diligências cumpridas e as alegações finais apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas. O caso, registrado como Ação Penal nº 2668, será analisado por Zanin para definição de data.
Entre os réus estão ex-ministros e ex-comandantes militares apontados pela PGR como integrantes do chamado “núcleo central” da suposta trama. Eles respondem a acusações que vão desde propagação de notícias falsas sobre o sistema eleitoral até apoio logístico e operacional para um alegado plano de ruptura institucional.
A defesa de todos os acusados, incluindo Bolsonaro, sustenta que não há provas que vinculem seus clientes ao planejamento de qualquer golpe. A estratégia comum tem sido enfatizar que as investigações se baseiam em interpretações e delações contestadas, como a do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF, formada por Moraes, Cármen Lúcia, Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino. A decisão poderá resultar em condenação, absolvição ou pedido de vista — medida que prolongaria a análise por até 90 dias.
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