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Moraes rejeita pedido para afastar Toffoli em processo envolvendo Eike Batista
Moraes rejeita pedido para afastar Toffoli em processo envolvendo Eike Batista
Por: Redação
30/01/2026 às 15:59

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido apresentado pela defesa do empresário Eike Batista para declarar a suspeição do ministro Dias Toffoli em um processo que tramita na Corte e envolve a disputa sobre debêntures ligadas a empresas do ex-bilionário.
A solicitação foi analisada durante o período de recesso do Judiciário e tinha como base a alegação de que Toffoli não teria imparcialidade para conduzir o caso, em razão de suposta proximidade com o banqueiro André Esteves, controlador do banco BTG Pactual, instituição apontada como interessada na operação financeira em discussão.
Na decisão, Alexandre de Moraes foi categórico ao afirmar que reportagens jornalísticas, vídeos e publicações na internet não constituem prova jurídica suficiente para embasar um pedido de suspeição. Segundo o ministro, o requerimento da defesa se sustentou apenas em notícias divulgadas pela imprensa, sem apresentar elementos concretos capazes de demonstrar impedimento legal ou comprometimento da imparcialidade do magistrado.
O processo em questão envolve debêntures emitidas por empresa ligada a Eike Batista, que foram utilizadas como garantia em acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República. A controvérsia gira em torno do valor atribuído a esses títulos e do direito de preferência para sua aquisição, tema que vem sendo analisado no plenário virtual do STF.
A defesa do empresário sustenta que o valor fixado para as debêntures estaria muito abaixo do potencial real dos ativos, o que, segundo os advogados, poderia gerar prejuízos expressivos. Também foi levantada a tese de que a operação poderia favorecer indiretamente uma instituição financeira, argumento rechaçado na decisão que manteve Toffoli à frente do caso.
Com a negativa do pedido, Dias Toffoli segue como relator do processo. O julgamento ainda não foi concluído e depende da manifestação dos demais ministros do Supremo. A decisão de Moraes reforça o entendimento consolidado na Corte de que alegações genéricas ou baseadas exclusivamente em matérias jornalísticas não são suficientes para afastar um ministro de suas atribuições judiciais.
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