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Moraes reúne cúpula dos Três Poderes em festa privada após saída da Lei Magnitsky
Moraes reúne cúpula dos Três Poderes em festa privada após saída da Lei Magnitsky
Evento com ministros do STF, líderes do Congresso e integrantes do governo Lula reacende críticas sobre promiscuidade institucional e distância entre Judiciário e sociedade
Por: Redação
16/12/2025 às 16:38

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes promoveu, no sábado (13), uma festa de aniversário que reuniu autoridades dos Três Poderes, apenas um dia após o governo do presidente Donald Trump retirar seu nome da lista de sancionados da Lei Magnitsky, mecanismo usado pelos Estados Unidos para punir autoridades estrangeiras por violações de direitos humanos.
A comemoração ocorreu no salão de festas do prédio onde Moraes reside, na capital paulista, e contou com a presença de figuras centrais da República, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — o mesmo que resiste a pautar pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Pelo Supremo, participaram ao menos quatro ministros: Gilmar Mendes, atual decano da Corte; Flávio Dino, ex-ministro de Lula; Dias Toffoli; e Cristiano Zanin, advogado pessoal do presidente antes de chegar ao tribunal. Também marcaram presença ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como Luís Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Mauro Campbell.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, responsável por denúncias sensíveis envolvendo opositores do governo, também compareceu, assim como o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, e o ex-presidente Michel Temer (MDB), que indicou Moraes ao STF em 2017.
Segundo relatos de participantes, as conversas giraram em torno da revogação da Lei Magnitsky, da relação do governo Lula com o Judiciário e do alinhamento político com o Congresso Nacional. Outro tema recorrente foi a indicação do ministro da AGU, Jorge Messias, ao STF — nome defendido por Lula, mas que enfrenta forte resistência de Alcolumbre no Senado.
Para críticos, o encontro simboliza um ambiente de congraçamento entre autoridades que deveriam atuar com independência, reforçando a percepção de corporativismo e de distanciamento entre a elite do poder e a sociedade, especialmente em um momento em que decisões do STF têm impacto direto sobre adversários políticos do governo.
A reunião privada, logo após a retirada das sanções internacionais, foi interpretada por setores da direita como um gesto de celebração política, não apenas pessoal. O episódio alimenta críticas de que o STF atua como ator político central, enquanto mantém relações próximas com o Executivo e o Legislativo, enfraquecendo o princípio constitucional da separação entre os Poderes.
Para opositores, a cena contrasta com o discurso público de imparcialidade e sobriedade institucional, além de reforçar questionamentos sobre a credibilidade internacional do Brasil no campo das liberdades civis e do Estado de Direito.
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