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Moraes teria sinalizado a deputado que STF vai barrar projeto que classifica PCC e CV como terroristas
Moraes teria sinalizado a deputado que STF vai barrar projeto que classifica PCC e CV como terroristas
Encontro em jatinho da Câmara expõe tensão entre Congresso e Supremo sobre endurecimento contra facções
Por: Redação
13/11/2025 às 15:59

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes (STF) viajou no último dia 4 de novembro, de São Paulo a Brasília, no mesmo avião oficial da Câmara dos Deputados utilizado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também estavam a bordo o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) e outros parlamentares.
O voo, autorizado pela Câmara, acabou gerando desconforto político após o relato de que Moraes teria afirmado, durante a viagem, que o STF barrará qualquer projeto de lei que classifique o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas — tese defendida no Congresso por parlamentares da bancada da segurança pública.
Segundo um dos presentes, a fala teria sido dirigida justamente a Derrite, que posteriormente assumiu a relatoria do PL Antifacção, texto que endurece o combate às facções e propõe classificações mais duras a grupos criminosos.
Relator nega conversa; aliados de Motta tentam minimizar encontro
A equipe de Hugo Motta afirmou à coluna que Derrite não sabia que Moraes estaria no voo — e que o ministro também desconhecia a presença do deputado. A versão oficial indica que ambos se cumprimentaram, mas não conversaram, já que teriam viajado sentados longe um do outro.
Derrite negou qualquer diálogo com Moraes durante o trajeto.
O ministro do STF, até a publicação da reportagem, não se manifestou.
Apesar da negativa, o episódio alimentou a percepção dentro do Congresso de que setores do Supremo trabalham para limitar iniciativas legislativas que apertam o cerco ao crime organizado — especialmente aquelas defendidas por parlamentares aliados da direita e da área de segurança pública.
Tensão entre Poderes aumenta com o avanço do PL Antifacção
A possibilidade de o STF derrubar previamente uma lei que ainda está em discussão reacende o debate sobre ativismo judicial. Para membros da cúpula policial e parlamentar, impedir que PCC e CV sejam classificados como terroristas enfraquece o combate às facções — consideradas hoje os maiores vetores da criminalidade no país.
Antes de chegar ao STF, Moraes foi secretário de Segurança Pública de São Paulo — mesmo cargo ocupado por Derrite no governo Tarcísio de Freitas. O deputado se licenciou do comando da pasta justamente para relatar o PL Antifacção.
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