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Motta escolhe deputado petista como relator do PL que endurece punição por adulteração de bebidas
Motta escolhe deputado petista como relator do PL que endurece punição por adulteração de bebidas
Projeto, conhecido como “PL do metanol”, prevê transformar em crime hediondo a falsificação de bebidas, após aumento de casos de intoxicação no país.
Por: Redação
04/10/2025 às 09:58

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolheu o deputado Kiko Celeguim (PT-SP) como relator do Projeto de Lei 2307/07, que torna crime hediondo a adulteração e falsificação de bebidas alcoólicas. O texto, apelidado de “PL do metanol”, teve sua tramitação acelerada nesta quinta-feira (2) após a aprovação do regime de urgência, em meio ao aumento de casos de intoxicação por metanol em diferentes estados.
A substância, usada ilegalmente na fabricação de bebidas falsificadas, já provocou mortes confirmadas em São Paulo, Pernambuco e Bahia. Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta (3), Motta afirmou que o Congresso precisa agir com firmeza diante da gravidade da situação. “Temos que avançar numa punição séria para os lugares e bares que comercializam esse tipo de produto. É preciso punir não só quem adultera, mas também quem vende”, disse.
O parlamentar ressaltou que a Câmara está empenhada em aprovar medidas voltadas à segurança e à saúde pública.
“Segurança é a principal pauta da sociedade. Aprovamos a urgência de oito projetos de lei sobre segurança pública que são consenso entre os secretários estaduais”, destacou.
Além da discussão sobre o PL do metanol, Motta foi questionado sobre o andamento de outros temas de grande repercussão, como o projeto que prevê anistia ou redução de penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, o texto ainda não tem previsão de votação. “O relator, deputado Paulinho da Força, está conversando com as bancadas para construir um novo texto. Ainda não há consenso”, afirmou.
O presidente da Câmara também comentou sobre os processos envolvendo os deputados Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que enfrentam questionamentos no Conselho de Ética e na Comissão de Constituição e Justiça. Motta garantiu que qualquer decisão será tomada de acordo com o Regimento Interno da Casa. “Não posso agir nem para privilegiar nem para prejudicar nenhum parlamentar”, afirmou.
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