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MP alerta que empréstimo bilionário dos Correios pode virar “Bolsa Banco” do governo Lula
MP alerta que empréstimo bilionário dos Correios pode virar “Bolsa Banco” do governo Lula
Operação de R$ 20 bilhões com juros acima do teto do Tesouro indica risco ao dinheiro público em meio ao colapso financeiro da estatal
Por: Redação
02/12/2025 às 09:24

Foto: Joédson Alves/Agencia Brasil
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União acendeu um alerta sobre o empréstimo emergencial de R$ 20 bilhões que os Correios, afundados em sucessivos prejuízos, tentam contratar com aval do governo Lula. O subprocurador Lucas Rocha Furtado classificou a manobra como potencial “Bolsa Banco”, já que a taxa cogitada — até 136% do CDI — supera inclusive o teto de 120% normalmente aplicado pelo Tesouro Nacional.
Para o MP, a operação cria um ambiente de risco extremamente favorável aos bancos, que receberiam proteção quase total em caso de calote da estatal — que já soma mais de três anos no vermelho e projeta perdas de até R$ 10 bilhões em 2025 e R$ 23 bilhões em 2026. Mesmo assim, o governo Lula estuda alterar decretos que regulam estatais para permitir garantias acima do limite tradicional, abrindo margem para uma operação inédita e altamente questionada.
O empréstimo seria dividido em parcelas, estratégia adotada para evitar que os recursos fiquem parados e gerem custos ainda maiores. O pagamento só começaria após dois anos, e o contrato prevê prazo de 15 anos para quitação — um modelo que, na prática, empurra a conta para o futuro, enquanto a estatal continua em trajetória de colapso operacional e financeiro.
A lista de bancos interessados inclui Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra, mas os termos da negociação seguem sob sigilo, o que também foi criticado pelo MP. Para Furtado, é injustificável que uma operação que envolve risco direto ao Tesouro seja mantida sem transparência.
Os Correios, que já registraram déficit de R$ 6 bilhões apenas nos nove primeiros meses do ano, seguem recorriendo a crédito parcelado para tentar sobreviver. A estatal vive seu pior momento histórico sob o governo Lula, que insiste em mantê-la estatizada mesmo diante de sucessivos prejuízos.
A análise do TCU agora será decisiva para definir se a operação seguirá adiante — ou se o projeto de “Bolsa Banco” do governo será barrado antes de comprometer ainda mais o dinheiro do contribuinte.
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