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MST articula envio de brigada para defender regime de Nicolás Maduro na Venezuela
MST articula envio de brigada para defender regime de Nicolás Maduro na Venezuela
Movimento prepara pacote de ações políticas e mobilizações internacionais após prisão do ex-ditador venezuelano e reacende críticas sobre apoio a regimes autoritários
Por: Redação
15/01/2026 às 09:49

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está articulando a formação de uma brigada de militantes para atuar em defesa do regime chavista na Venezuela, em resposta à prisão do ex-ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, realizada pelos Estados Unidos no início de janeiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15) pela Revista Oeste.
De acordo com o movimento, a iniciativa teria como objetivo “defender a soberania venezuelana” e fortalecer as chamadas comunas, estruturas políticas associadas ao modelo chavista. O MST afirma manter presença permanente no país há mais de duas décadas, com representantes ligados a programas agrícolas e de agricultura familiar implementados por governos alinhados à esquerda latino-americana.
Segundo a reportagem, após a prisão de Maduro, o MST elaborou um conjunto coordenado de ações políticas para pressionar por sua libertação e manifestar solidariedade ao regime. Entre as iniciativas está a criação de um boletim informativo diário, batizado de “Venezuela em Foco”, que, segundo o próprio movimento, pretende divulgar informações “verificadas” e combater o que classifica como desinformação sobre a crise venezuelana.
O calendário de mobilizações inclui ainda uma reunião nacional prevista para o dia 17 de janeiro, sob o lema “Liberdade para Maduro e Cilia, já! Fora Trump da América Latina!”. Para o dia 20, o MST planeja um “dia de conscientização nas redes sociais”, com campanhas coordenadas em plataformas digitais.
A movimentação reforça a atuação internacional do MST em defesa de governos e regimes alinhados à esquerda, mesmo diante de denúncias recorrentes de autoritarismo, repressão política, violações de direitos humanos e colapso econômico que marcaram o período chavista na Venezuela.
O regime comandado por Maduro foi amplamente criticado por organismos internacionais por perseguição a opositores, censura à imprensa e uso da força contra manifestações populares. Ainda assim, o MST sustenta que a prisão do ex-ditador representa uma afronta à soberania do país e justifica a mobilização internacional do movimento.
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