MST rompe o silêncio e cobra Lula: “Cadê a reforma agrária?”
Movimento pressiona governo petista por ações concretas após quase três anos de espera e critica paralisia em políticas para o campo; Planalto reage com números e promessas.
Por: Redação
22/07/2025 às 13:01

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo Lula enfrentou nesta semana uma dura cobrança pública de um dos seus maiores aliados históricos. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou uma carta em tom de rompimento com o Palácio do Planalto, acusando a gestão petista de paralisar a reforma agrária e abandonar mais de 120 mil famílias acampadas no país.
“Lula, cadê a reforma agrária?”, questiona o texto publicado nesta segunda-feira (21). No documento, o MST critica a “morosidade” do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Incra, além de denunciar a falta de orçamento e estrutura nos assentamentos.
Mesmo com discursos de apoio à causa e cifras bilionárias anunciadas, o movimento afirma que programas como o Pronaf, Pronera e o PAA seguem sem alcançar quem realmente precisa. O grupo também condena ações da Câmara, como o PL que endurece contra invasões e facilita ações policiais.
A resposta do governo veio com números. O MDA afirmou que já destinou 17 mil lotes desde 2023 e pretende chegar a 60 mil até 2026. Ainda segundo a pasta, o PAA saltou de R$ 90 mil para R$ 1,2 bilhão, e o Pronera beneficiou quase 40 mil alunos.
Apesar disso, o movimento se diz frustrado e vê nas promessas uma tentativa de apaziguar críticas crescentes. O racha expõe um governo que, mesmo apoiado por grupos radicais e movimentos sociais, vem enfrentando dificuldades para entregar o que prometeu — especialmente a seus próprios aliados.
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