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“Não volto enquanto Moraes tiver poder para me prender”, diz Eduardo Bolsonaro ao abrir mão do mandato

“Não volto enquanto Moraes tiver poder para me prender”, diz Eduardo Bolsonaro ao abrir mão do mandato

Deputado alega perseguição política do STF e decide permanecer nos EUA

Por: Redação

14/07/2025 às 21:00

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está nos Estados Unidos desde março de 2025

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em entrevista à Coluna do Estadão nesta segunda-feira (14), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que abrirá mão de seu mandato na Câmara dos Deputados. A decisão, segundo ele, é motivada pelo temor de ser alvo de perseguição política por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), caso retorne ao Brasil.

“Minha prisão seria questão de tempo. Ele [Moraes] mandaria apreender meu passaporte, abrir inquérito, ameaçar familiares, exatamente como tem feito com parlamentares conservadores”, afirmou Eduardo. Para o deputado, o Brasil vive hoje um cenário de “anormalidade democrática”, no qual ministros do Supremo atuam como agentes políticos para silenciar vozes da direita.

Eduardo declarou que só voltará ao país “quando Alexandre de Moraes não tiver mais força para prendê-lo” e desafiou o magistrado a julgá-lo à revelia ou solicitar sua extradição: “Não sou fujão. Estou fazendo o que é certo. Não vou cometer o mesmo erro de Anderson Torres, que voltou ao Brasil achando que teria um julgamento justo”.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirma que, nos Estados Unidos, consegue atuar com mais liberdade política e articula apoio internacional à causa conservadora. "Não preciso de um crachá de deputado para abrir portas", disse. Ele também mencionou o apoio crescente da comunidade brasileira no exterior, onde tem participado de eventos e encontros políticos.

 

PT pede cassação e acusa Eduardo de traição

A decisão de Eduardo Bolsonaro ocorre um dia após o Partido dos Trabalhadores (PT) protocolar no STF um pedido de cassação de seu mandato, acusando o parlamentar de conspirar contra o Brasil. Segundo o PT, Eduardo teria incentivado o governo norte-americano, liderado por Donald Trump, a impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, em retaliação ao que chamou de “judiciário aparelhado”.

Para o partido, a suposta articulação configura quebra de decoro parlamentar e atentado à soberania nacional. O pedido foi direcionado a Alexandre de Moraes, responsável por diversos inquéritos contra políticos alinhados à direita.

Eduardo, por sua vez, classificou a denúncia como mais uma tentativa de intimidação e reafirmou que a pressão internacional é uma resposta legítima à ausência de independência do Judiciário brasileiro, hoje — segundo ele — submisso ao poder político da esquerda.

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