Netanyahu exalta vitória sobre Irã e vê “nova era” para Israel na região
Premie agradece apoio de Trump, promete derrotar o Hamas e libertar reféns em Gaza após conflito direto com Teerã
Por: Redação
30/06/2025 às 09:10

Foto: Alan Santos/Agência Brasil
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (29) que a vitória do país na chamada "guerra de 12 dias" contra o Irã abriu um novo leque de possibilidades estratégicas para a segurança e diplomacia israelense. Entre as prioridades, ele destacou a derrota final do Hamas e a libertação dos reféns ainda mantidos na Faixa de Gaza.
“Depois desta vitória, surgem grandes oportunidades. A principal é o resgate dos reféns. Também vamos resolver a situação de Gaza e acabar com o Hamas”, afirmou Netanyahu durante uma visita ao Shin Bet, a agência de inteligência interna do país, no sul de Israel.
As declarações ocorrem no mesmo momento em que os Estados Unidos — com o presidente Donald Trump de volta ao poder — pressionam por uma nova trégua no conflito em Gaza. A mais recente proposta do enviado americano, Steve Witkoff, sugere um cessar-fogo de 60 dias em troca da libertação de 28 reféns israelenses (10 vivos e 18 mortos), além da soltura de prisioneiros palestinos. O objetivo seria negociar, nesse intervalo, um acordo mais amplo de fim da guerra iniciada em outubro de 2023.
Netanyahu agradeceu explicitamente a Trump pelo apoio e classificou como “forte” a ação dos EUA no ataque recente a instalações nucleares do Irã — um episódio que elevou a tensão no Oriente Médio, mas também reforçou a aliança entre Tel Aviv e Washington.
Além de objetivos militares, o premiê israelense vislumbra ganhos diplomáticos: o conflito direto com Teerã teria fortalecido a posição de Israel na região, abrindo espaço para que novos países árabes considerem normalizar relações diplomáticas com o Estado judeu — algo que Trump voltou a promover nos últimos dias como parte de sua agenda geopolítica.
A guerra de 12 dias contra o Irã e a continuidade da ofensiva contra o Hamas representam um ponto de inflexão na política de segurança israelense. Ainda assim, a situação humanitária em Gaza permanece crítica e a resistência política interna a uma escalada prolongada pode desafiar os planos do governo Netanyahu.
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