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Noruega anuncia investimento bilionário em fundo de florestas idealizado por Lula
Noruega anuncia investimento bilionário em fundo de florestas idealizado por Lula
País europeu destina US$ 2,9 bilhões ao fundo global criado pelo governo petista — críticos veem dependência internacional e risco de interferência estrangeira
Por: Redação
06/11/2025 às 21:36

Foto: Divulgação
A Noruega anunciou nesta quinta-feira (6) que vai destinar o equivalente a US$ 2,9 bilhões ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), mecanismo proposto pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para financiar a conservação de florestas tropicais em todo o mundo. O anúncio foi feito durante a Cúpula de Líderes da COP30, em Belém (PA).
O primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre afirmou que o investimento busca “garantir financiamento estável e de longo prazo” aos países que preservam florestas, classificando o fundo como “vital para conter o desmatamento e reduzir os impactos das mudanças climáticas”. Segundo o governo norueguês, trata-se do maior investimento ambiental internacional da história do país.
Apesar da comemoração do Planalto, o aporte bilionário levanta questionamentos entre economistas e diplomatas sobre a crescente dependência do Brasil de fundos externos para sustentar políticas ambientais. Críticos alertam que o modelo — que atrela repasses financeiros a metas de governança e sustentabilidade impostas por outros países — pode abrir espaço para ingerência estrangeira em decisões estratégicas nacionais.
Os empréstimos noruegueses terão prazo de 10 anos, com vencimento até 2075, e estarão condicionados a uma série de exigências:
o fundo deve captar ao menos 100 bilhões de coroas norueguesas de outros doadores até 2026;
a participação da Noruega não pode ultrapassar 20% do total;
e 20% dos recursos devem ser destinados a povos indígenas e comunidades locais.
O TFFF, idealizado pelo governo Lula, propõe tratar a preservação florestal como ativo econômico global, e não apenas responsabilidade dos países tropicais. O plano prevê captar US$ 125 bilhões em investimentos privados e remunerar financeiramente os países que conservarem suas florestas — modelo visto por opositores como um “mercado verde” de aparência sustentável, mas dependente de capital internacional.
Além da Noruega, Brasil e Indonésia já confirmaram aportes de US$ 1 bilhão cada, e Portugal, uma contribuição simbólica de 1 milhão de euros.
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