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Novo inquérito da PF sobre ataques ao Banco Central seguirá sob relatoria de Toffoli e em sigilo

Novo inquérito da PF sobre ataques ao Banco Central seguirá sob relatoria de Toffoli e em sigilo

Investigação sobre atuação de influenciadores ligados ao caso Banco Master mantém mesmo rito reservado adotado no STF

Por: Redação

28/01/2026 às 17:00

Imagem de Novo inquérito da PF sobre ataques ao Banco Central seguirá sob relatoria de Toffoli e em sigilo

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O novo inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar denúncias de ataques coordenados de influenciadores ao Banco Central do Brasil continuará sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal, e tramitará integralmente sob sigilo. A decisão mantém o mesmo padrão adotado em outras apurações relacionadas ao chamado caso Banco Master.

Segundo informações de bastidores, o rito reservado será o mesmo aplicado a investigações já em curso no STF, como as que tratam da tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) e das suspeitas de crimes financeiros envolvendo a venda de carteiras de crédito sem lastro, estimadas em R$ 12,2 bilhões.

O sigilo imposto pelo relator, ainda no fim do ano passado, tem restringido a divulgação de informações e, segundo relatos, impactado até mesmo a rotina da Polícia Federal. Nesta semana, por exemplo, depoimentos de investigados foram colhidos nas dependências do STF, e não na sede da corporação, como tradicionalmente ocorre.

O novo inquérito apura a suspeita de que representantes ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, teriam articulado a contratação de influenciadores para desacreditar o Banco Central após a decretação da liquidação da instituição financeira. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também teria sido alvo da ofensiva digital.

De acordo com a investigação, produtores de conteúdo teriam sido abordados para difundir a narrativa de que a decisão do Banco Central foi “precipitada” ou tecnicamente equivocada. A Polícia Federal apura se ao menos 46 perfis participaram da campanha, que teria como objetivo pressionar órgãos de controle e criar ambiente favorável à reversão da medida.

O caso veio a público após influenciadores relatarem propostas para defender o Banco Master nas redes sociais, em uma operação informalmente chamada de “Projeto DV”, referência às iniciais de Daniel Vorcaro. Reportagens indicam que contratos com influenciadores poderiam chegar a R$ 2 milhões, com cláusulas de confidencialidade e multas elevadas por quebra de sigilo.

As denúncias também apontam que os ataques buscaram associar a liquidação do banco a uma suposta articulação política da esquerda e do chamado “Centrão”, com o objetivo final de tentar reverter a decisão no Tribunal de Contas da União — hipótese que já foi descartada pelo próprio TCU.

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