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Operação Overclean: PF afasta prefeitos e amplia investigação de esquema bilionário na Bahia

Operação Overclean: PF afasta prefeitos e amplia investigação de esquema bilionário na Bahia

Quarta fase da operação mira fraudes em contratos ligados a emendas parlamentares; STF autoriza afastamentos e buscas

Por: Redação

27/06/2025 às 08:45

Imagem de Operação Overclean: PF afasta prefeitos e amplia investigação de esquema bilionário na Bahia

Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (27) a quarta fase da Operação Overclean, que mira um esquema de desvio de recursos públicos via emendas parlamentares na Bahia. Três prefeitos foram afastados dos cargos por decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), e são alvo de mandados de busca e apreensão.

O núcleo investigado nesta etapa tem ligação direta com o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), que é oficialmente investigado, embora não tenha sido alvo das diligências de hoje.

A PF cumpriu 16 mandados de busca nas cidades de Salvador, Camaçari, Boquira, Ibipitanga e Paratinga — três dessas prefeituras estão no centro da apuração. O grupo é suspeito de liberar emendas em troca de vantagens indevidas entre 2021 e 2024, além de fraudar licitações.

A lista de crimes investigados inclui organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em contratos públicos e lavagem de dinheiro.

Lançada em dezembro de 2024, a Operação Overclean revelou um esquema bilionário que envolve políticos, prefeitos, empresários e operadores ligados a partidos como o União Brasil. Só na primeira fase, a PF identificou R$ 1,4 bilhão movimentados em contratos suspeitos. O epicentro do esquema é o empresário José Marcos de Moura, o “Rei do Lixo”, ligado ao União Brasil e preso na ocasião.

Uma planilha encontrada pela PF mostra que o grupo continuou firmando contratos vultosos — apenas em 2024, somaram R$ 825 milhões, com ao menos R$ 8 milhões em indícios de superfaturamento. A investigação também aponta contratos suspeitos em outros estados, como Amapá e Rio de Janeiro.

Apesar do avanço das investigações e das evidências de corrupção com dinheiro público, os envolvidos seguem negando qualquer irregularidade.

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