Oposição reage a Hugo Motta e cogita acionar Trump por revogação de visto
Presidente da Câmara é acusado de romper acordos e silenciar oposição em meio à crise entre Legislativo e Judiciário
Por: Redação
22/07/2025 às 10:58

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A tensão entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), atingiu um novo patamar. Nos bastidores, lideranças bolsonaristas discutem a possibilidade de acionar o governo de Donald Trump para pressionar pela revogação do visto americano de Motta — movimento semelhante ao que teria sido articulado contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
O descontentamento se intensificou após Motta, segundo interlocutores da oposição, não cumprir promessa informal de pautar o projeto de anistia aos condenados do 8 de Janeiro antes do recesso parlamentar — algo que ele jamais confirmou publicamente. A negativa em suspender o recesso, mesmo diante das recentes decisões judiciais contra Bolsonaro, aumentou a percepção de omissão.
Mesmo sem o aval da Presidência da Câmara, deputados da oposição mantiveram a convocação de sessões em duas comissões estratégicas: a Comissão de Segurança Pública, presidida por Paulo Bilynskyj (PL-SP), e a Comissão de Relações Exteriores, sob comando de Filipe Barros (PL-PR). A primeira previa votação de moção de solidariedade a Bolsonaro, denunciando perseguição política. Já a segunda discutiria moções de repúdio às decisões do STF e de louvor ao ex-presidente.
A atitude de Motta de publicar um ato proibindo reuniões de comissões até 1º de agosto foi vista por parlamentares de direita como um gesto de alinhamento ao Judiciário. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), confirmou que ligou pessoalmente para Motta no último sábado (19) para avisar que as sessões aconteceriam, apesar da orientação contrária. “Falei com ele no sábado. Só comuniquei nossas decisões. Ele ouviu e agradeceu”, afirmou.
Em meio ao impasse institucional e à mobilização crescente da oposição, cresce também a pressão sobre autoridades consideradas omissas diante das medidas judiciais que miram Bolsonaro. O cenário amplia a crise entre os Poderes e reforça o discurso de que há um cerceamento político da direita no Brasil.
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