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Parentes de ministros do STF atuam em quase 2 mil processos nos tribunais superiores

Parentes de ministros do STF atuam em quase 2 mil processos nos tribunais superiores

Levantamento identifica filhos, cônjuges, ex-cônjuges e irmãos de magistrados envolvidos em ações no STF e no STJ

Por: Redação

26/01/2026 às 08:00

Imagem de Parentes de ministros do STF atuam em quase 2 mil processos nos tribunais superiores

Familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atuaram em 1.921 processos nos tribunais superiores do país, segundo levantamento do portal UOL divulgado neste domingo (26.jan.2026). Do total, 381 ações ainda estão em tramitação, aguardando decisão do STF ou do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

A apuração identificou 14 familiares de ministros da Suprema Corte envolvidos nos processos, incluindo filhos, cônjuges, ex-cônjuges e irmãos. O número, segundo o próprio levantamento, pode ser maior, já que casos sob sigilo e investigações em andamento não foram contabilizados.

Entre os exemplos citados está a atuação de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, em processos envolvendo o empresário Nelson Tanure. A contratação do escritório de Viviane pelo Banco Master, por cerca de R$ 129 milhões, reacendeu o debate público sobre possíveis conflitos de interesse. O banco acabou sendo liquidado pelo Banco Central do Brasil após a prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro.

O levantamento aponta que Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, lidera em número de processos, com 49 ações no STF e cerca de 500 no STJ. No Supremo, apenas um processo segue em andamento. Já no STJ, 129 ainda aguardam desfecho.

Outro nome citado é Valeska Teixeira Martins Zanin, esposa do ministro Cristiano Zanin, que aparece em 47 processos no STF, sendo a maioria anterior à posse do marido na Corte. O casal atuou na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Operação Lava Jato.

Também figuram entre os familiares com número expressivo de ações Roberta Maria Rangel, ex-mulher de Dias Toffoli; Sálvio Dino, irmão do ministro Flávio Dino; e novamente Viviane Barci de Moraes. Já Melina Fachin, filha do presidente do STF, Edson Fachin, aparece em sete processos, com apenas um ainda ativo.

O levantamento destaca que não há ilegalidade formal na atuação dos familiares, uma vez que os ministros declaram impedimento nos casos em que há vínculo direto. Tanto os magistrados quanto os parentes afirmaram ao UOL que não houve qualquer benefício decorrente da relação familiar.

Ainda assim, o volume de processos e a presença recorrente de familiares em ações nos tribunais superiores reforçam a discussão sobre a necessidade de regras mais rígidas de transparência e conduta no STF — tema que voltou ao centro do debate após a tentativa recente de Edson Fachin de instituir um código interno de conduta para a Corte.

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