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Partido Novo cobra explicações sobre reunião fora da agenda entre Lula e dono do Banco Master

Partido Novo cobra explicações sobre reunião fora da agenda entre Lula e dono do Banco Master

Bancada protocolou requerimento após encontro não registrado entre o presidente e Daniel Vorcaro

Por: Redação

27/01/2026 às 23:13

Imagem de Partido Novo cobra explicações sobre reunião fora da agenda entre Lula e dono do Banco Master

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

A bancada do Partido Novo protocolou um Requerimento de Informação (RIC) cobrando explicações formais da Casa Civil sobre uma reunião realizada fora da agenda oficial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O encontro teria ocorrido em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, sem registro nas agendas públicas da Presidência. 

Segundo o documento, além de Lula e de Vorcaro, participaram da reunião integrantes do alto escalão do governo, o que, para os parlamentares, agrava a necessidade de esclarecimentos. O pedido foi endereçado ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e questiona os critérios de acesso ao presidente em um contexto de investigações que envolvem a instituição financeira.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP), uma das signatárias, afirmou que a ausência de transparência “compromete princípios básicos da administração pública” e defendeu explicações claras à sociedade sobre encontros com agentes privados diretamente interessados em decisões sensíveis do sistema financeiro. 

 

De acordo com o requerimento, além de Lula e Rui Costa, estariam presentes:

  • Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;

  • Gabriel Galípolo, então indicado à presidência do Banco Central do Brasil;

  • Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda;

  • Marco Aurélio Santana Ribeiro, chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, conhecido como Marcola. 

Os parlamentares questionam por que uma audiência inicialmente classificada como técnica teria evoluído para uma reunião direta com o presidente, sem agendamento formal, e em quais outras ocasiões encontros semelhantes ocorreram ao longo do mandato. 

O RIC também chama atenção para a presença de Guido Mantega, que, à época, atuava como consultor do Banco Master. Segundo o documento, Mantega teria sido contratado com remuneração mensal de R$ 1 milhão, a pedido do senador Jaques Wagner (PT-BA). A bancada do Novo questiona se essas indicações foram chanceladas pela Casa Civil e pelo presidente e alerta para a possibilidade de expectativas de contrapartidas políticas por parte dos dirigentes do banco, dada a natureza extraoficial do encontro. 

Paralelamente ao requerimento, o Novo pressiona a Câmara dos Deputados pela votação do PL 5.764/2025, que propõe mudanças na Lei de Acesso à Informação (LAI) para coibir o uso excessivo de sigilo pelo Executivo. O texto amplia o poder de fiscalização do Congresso e permite a revisão de classificações de informações protegidas. Para a bancada, o episódio reforça a necessidade de mecanismos mais rígidos de transparência no alto escalão do governo. 

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