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Patrocínio da Coca-Cola a evento com Alexandre de Moraes gera alerta no governo Trump e abre crise internacional
Patrocínio da Coca-Cola a evento com Alexandre de Moraes gera alerta no governo Trump e abre crise internacional
Multinacional é pressionada após apoiar congresso com presença de magistrado sancionado pela Lei Magnitsky; EUA afirmam que empresas podem sofrer punições
Por: Redação
25/11/2025 às 19:36

Foto: Divulgação
O patrocínio da Coca-Cola ao Congresso Nacional do Ministério Público, evento realizado em Brasília entre 11 e 14 de novembro, provocou reação imediata no governo dos Estados Unidos. O motivo: o ministro Alexandre de Moraes, palestrante de destaque no encontro, está sancionado pela Lei Magnitsky desde julho por ordem do presidente americano Donald Trump.
Um alto funcionário do Departamento de Estado telefonou diretamente para um executivo da Coca-Cola nos EUA para manifestar forte desaprovação ao patrocínio. A empresa foi alertada de que apoiar eventos que deem visibilidade a pessoas sancionadas pode colocá-la sob risco de sanções, conforme as regras da Magnitsky.
A Lei Magnitsky permite que os EUA sancionem indivíduos estrangeiros envolvidos em corrupção, violações de direitos humanos ou ameaças à democracia. Autoridades da Casa Branca reforçam que:
“Pessoas e companhias que prestam ajuda, com apoio financeiro, a qualquer pessoa designada pela Magnitsky podem estar sujeitas ao risco de sanções.”
A fala indica que empresas internacionais — inclusive brasileiras — podem ser alvo de investigações caso contribuam para eventos que impulsionem a imagem de figuras sancionadas.
Apesar da repercussão maior em torno da Coca-Cola, outras instituições que patrocinaram o congresso também despertaram incômodo em Washington, entre elas:
PicPay,
Banco do Brasil,
Caixa Econômica Federal,
Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
Porém, a cobrança recai principalmente sobre empresas com sede nos Estados Unidos, como a Coca-Cola, que está sujeita a penalidades diretas da legislação americana.
Embora autoridades americanas não comentem sanções futuras, fontes relataram que a administração Trump pretende aumentar o rigor da aplicação da Magnitsky no Brasil. Segundo integrantes do Departamento de Estado, “brechas” foram identificadas e devem ser fechadas.
O episódio coloca o governo brasileiro em situação embaraçosa, já que o magistrado mais poderoso do país — e atualmente o ministro com maior protagonismo no STF — virou alvo de pressão diplomática sobre empresas e instituições nacionais.
O congresso patrocinado pela Coca-Cola teve como tema “O MP do futuro: democrático, resolutivo e inovador” e cobrou ingressos entre R$ 820 e R$ 1.020. A presença de Alexandre de Moraes como palestrante principal aumentou a visibilidade — e também a controvérsia — do encontro.
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