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Pedido de Trump para China quadruplicar compra de soja dos EUA é visto como “quase estado de guerra” contra Brasil, diz Celso Amorim
Pedido de Trump para China quadruplicar compra de soja dos EUA é visto como “quase estado de guerra” contra Brasil, diz Celso Amorim
Assessor especial da Presidência alerta para impacto econômico e tensionamento nas relações comerciais
Por: Redação
12/08/2025 às 09:44

Foto: REUTERS/Andressa Anholete
O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (11) que o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que a China quadruplicasse a compra de soja norte-americana revela “quase um estado de guerra contra o Brasil”.
Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Amorim declarou que, apesar de não temer que a China abandone a parceria estratégica com o Brasil, a situação exige diálogo.
“Não é uma coisa ganha na competição comercial, é algo que ganha na força”, afirmou.
A China, maior parceiro comercial do Brasil, é responsável pela importação de grande parte da soja brasileira, uma commodity fundamental para a economia nacional. Uma mudança expressiva nesse volume de compras pode afetar severamente o setor agropecuário e a balança comercial do país.
O pedido de Trump foi divulgado pouco antes da prorrogação por 90 dias da trégua tarifária entre Estados Unidos e China, que impunha tarifas sobre produtos chineses e voltava a valer nesta segunda-feira (11).
Na noite da mesma segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou para o líder chinês Xi Jinping, em uma iniciativa solicitada pelo próprio presidente brasileiro, para tratar da guerra tarifária imposta pelos Estados Unidos.
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