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Pedro Sánchez pede suspensão de acordo entre União Europeia e Israel por violações de direitos humanos

Pedro Sánchez pede suspensão de acordo entre União Europeia e Israel por violações de direitos humanos

Premiê espanhol acusa UE de aplicar “dois pesos e duas medidas” ao manter associação com Tel Aviv em meio à ofensiva militar em Gaza

Por: Redação

26/06/2025 às 09:08

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, pediu nesta quinta-feira (26) que a União Europeia suspenda imediatamente o acordo de associação com Israel, alegando que o país vem violando flagrantemente os direitos humanos na Faixa de Gaza. A declaração foi dada antes da reunião do Conselho Europeu em Bruxelas e acirra a tensão diplomática entre Madri e Tel Aviv.

Segundo Sánchez, há elementos concretos para a medida. Ele citou um relatório divulgado recentemente pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, que aponta possível violação do Artigo 2º do tratado — cláusula que exige respeito aos direitos humanos como condição para a vigência do acordo.

“O que não faz sentido é termos 18 pacotes de sanções contra a Rússia por causa da guerra na Ucrânia e, ao mesmo tempo, sermos incapazes de suspender um único acordo com Israel, mesmo diante de evidências gritantes de violação do direito internacional”, criticou o líder socialista.

Sánchez tem sido uma das vozes mais firmes dentro da UE na condenação à ofensiva israelense em Gaza. Recentemente, liderou uma resolução conjunta com a Autoridade Palestina na ONU, apelando por cessar-fogo e por acesso imediato à ajuda humanitária no território palestino. Ele também reforçou o apelo por uma solução de dois Estados, que considera “a única saída viável” para o conflito.

A retórica espanhola, no entanto, vai além das palavras. No início de junho, o governo de Madri suspendeu a compra de 168 lançadores e mais de 1.600 mísseis antitanque da fabricante israelense Rafael. No mês anterior, Sánchez já havia sugerido que Israel fosse excluído de eventos e competições internacionais.

A pressão da Espanha reforça o debate sobre os limites do apoio europeu a Israel, especialmente diante da escalada da violência em Gaza, que já deixou milhares de mortos e destruiu grande parte da infraestrutura civil palestina. Ainda assim, a proposta espanhola enfrenta resistência dentro do bloco europeu, dividido sobre o alcance de sanções e medidas punitivas contra o governo de Benjamin Netanyahu.

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