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Petro ataca vitória da direita no Chile e chama presidente eleito de “Pinochet” e “nazista”

Petro ataca vitória da direita no Chile e chama presidente eleito de “Pinochet” e “nazista”

Presidente colombiano reage com insultos à eleição de José Antonio Kast, enquanto líderes da região reconhecem resultado democrático e pregam estabilidade institucional

Por: Redação

15/12/2025 às 10:43

Imagem de Petro ataca vitória da direita no Chile e chama presidente eleito de “Pinochet” e “nazista”

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda), reagiu de forma agressiva à vitória de José Antonio Kast (Partido Republicano, direita) nas eleições presidenciais do Chile. Em publicações nas redes sociais, Petro comparou o presidente eleito ao ditador Augusto Pinochet e chegou a afirmar que jamais apertaria a mão de um “nazista” ou de um “filho de nazista”, em declarações que causaram repercussão internacional.

Em resposta a um comentário no X (antigo Twitter) que afirmava que “o pêndulo voltou ao seu lugar com o novo presidente eleito”, Petro discordou e afirmou que o povo chileno “sempre foi progressista”, recorrendo a referências históricas e ideológicas. Em tom ainda mais duro, declarou que “o fascismo avança” e classificou líderes conservadores como “a morte em forma de ser humano”.

“Triste que Pinochet tenha tido que se impor pela força, mas mais triste agora é que os povos escolham seu Pinochet. Eleitos ou não, são filhos de Hitler”, escreveu Petro, em uma das mensagens mais controversas desde o anúncio do resultado eleitoral.

Horas depois, o presidente colombiano publicou uma segunda mensagem, comparando a vitória de Kast no Chile a uma eventual vitória de figuras da direita colombiana, como a senadora María Fernanda Cabal, ou do secretário de Estado americano Marco Rubio, integrante do governo Donald Trump. Petro afirmou ainda que “o fascismo no Chile não durará 40 anos”, em nova referência ao regime militar chileno.

A retórica adotada pelo presidente da Colômbia contrastou com a postura de outros líderes latino-americanos, inclusive de esquerda, que reconheceram o resultado das urnas e defenderam a normalidade democrática.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou José Antonio Kast pela vitória e afirmou que o Brasil seguirá trabalhando pelo fortalecimento das relações bilaterais, da integração regional e da manutenção da América do Sul como zona de paz.

A presidente do México, Cláudia Sheinbaum, também cumprimentou o presidente eleito e destacou a jornada eleitoral “pacífica e democrática”, expressando confiança na cooperação entre os governos.

Até mesmo o atual presidente do Chile, Gabriel Boric (Frente Ampla, esquerda), que apoiava a candidata comunista Jeannette Jara, adotou um tom institucional. Boric parabenizou Kast, desejou sucesso ao novo governo e afirmou que coordenará uma transição responsável até a posse, prevista para março de 2026.

A reação isolada de Gustavo Petro foi interpretada por analistas como um sinal de radicalização do discurso da esquerda latino-americana, que demonstra dificuldade em aceitar derrotas eleitorais em processos considerados legítimos por observadores internacionais.

A vitória de José Antonio Kast, obtida nas urnas e com ampla participação popular, reforça a alternância democrática no Chile e contrasta com a tentativa de deslegitimação promovida por líderes ideologicamente alinhados ao campo progressista mais radical.

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