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PF aponta ‘Careca do INSS’ como controlador oculto de entidade usada em esquema de descontos ilegais
PF aponta ‘Careca do INSS’ como controlador oculto de entidade usada em esquema de descontos ilegais
Investigação indica que confederação serviu como fachada para desviar recursos de aposentados e pensionistas; prejuízo pode chegar a R$ 99 milhões
Por: Redação
22/12/2025 às 20:48

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A Polícia Federal identificou o empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como o verdadeiro controlador da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e da Aquicultura (CBPA), entidade suspeita de operar um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.
De acordo com os investigadores, embora não figurasse formalmente na direção da confederação, Antunes exercia domínio efetivo sobre as decisões da entidade, ao lado de Gabriel Negreiros e Tiago Schettini, apontados como sócios de fato do esquema. Relatório oficial da PF sustenta que o trio atuava como “donos ocultos” da CBPA, utilizando a estrutura da entidade como fachada para a prática de fraudes previdenciárias.
Segundo a apuração, a confederação foi usada para aplicar descontos automáticos não autorizados diretamente na folha de pagamento de beneficiários do INSS, movimentando cerca de R$ 99 milhões. Parte significativa desses recursos teria sido pulverizada por meio de empresas ligadas ao lobista, estratégia que, conforme a PF, dificultava o rastreamento do dinheiro desviado.
As investigações também apontam um crescimento acelerado e incompatível da CBPA a partir de 2023, período que coincide com a ampliação dos descontos irregulares. O avanço do caso levou a Polícia Federal a classificar Antunes como o eixo central da organização criminosa, responsável por conectar entidades de fachada, operadores financeiros e beneficiários diretos do esquema.
A nova fase da Operação Sem Desconto foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e resultou no cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão em sete Estados, incluindo Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais. A investigação apura crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas públicos e dilapidação patrimonial.
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