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PF investiga possível elo oculto entre Lulinha e empresário acusado de fraudes bilionárias no INSS
PF investiga possível elo oculto entre Lulinha e empresário acusado de fraudes bilionárias no INSS
Relatório enviado ao STF analisa menções feitas por terceiros, viagens e contratos de consultoria; investigadores dizem não haver, até agora, prova de envolvimento direto do filho de Lula
Por: Redação
07/01/2026 às 14:17

Foto: Reprodução
A Polícia Federal apura a hipótese de que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, possa ter atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, apontado como líder de um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. As informações constam em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto.
Segundo a PF, referências a Lulinha aparecem em depoimentos, diálogos interceptados e registros de viagens reunidos durante a investigação. Os agentes destacam, porém, que até o momento não há indícios de participação direta do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas condutas relacionadas às fraudes associativas, e que todas as menções estão sendo analisadas com cautela para evitar conclusões precipitadas.
A linha de apuração considera a possibilidade de intermediação por meio da empresária Roberta Luchsinger, que teria recebido R$ 1,5 milhão do Careca do INSS em contrato de consultoria. Para os investigadores, ela poderia ter funcionado como elo entre os dois. A defesa da empresária sustenta que os negócios não avançaram e que nenhum contrato público foi celebrado.
Entre os elementos sob análise estão passagens aéreas emitidas sob o mesmo localizador para Lulinha e Roberta, com viagens entre São Paulo e Brasília em 2025 e um deslocamento a Lisboa em 2024. A PF afirma ainda não ter identificado quem custeou os bilhetes. O relatório menciona diálogos em que o empresário investigado fala em pagamentos mensais de R$ 300 mil à empresa da consultora, com referência ao “filho do rapaz”, expressão interpretada como possível alusão ao presidente.
Preso desde setembro do ano passado, Antônio Camilo Antunes é apontado como líder do esquema que teria causado prejuízos bilionários a beneficiários do INSS. O caso permanece sob análise do STF, que recebeu a representação para aprofundamento das diligências. A defesa de Lulinha classificou as menções como “ilações” e afirmou que ele não mantém relação com o INSS.
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