PF ouve oito investigados no caso Banco Master por ordem de Dias Toffoli
Depoimentos começaram nesta segunda-feira e incluem sócios do banco, dirigentes do BRB e empresários; inquérito apura fraudes financeiras e deve ser concluído em até 60 dias
Por: Redação
26/01/2026 às 10:16

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Polícia Federal iniciou nesta segunda-feira (26) a oitiva de oito investigados no inquérito que apura fraudes envolvendo o Banco Master. Os depoimentos seguem também na terça-feira (27) e foram autorizados pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, parte dos investigados presta depoimento presencialmente, enquanto outros são ouvidos por videoconferência. Entre os convocados estão sócios do Banco Master, funcionários do Banco de Brasília (BRB) e executivos de empresas apontadas como participantes do esquema investigado.
Nesta segunda-feira, todos os depoimentos ocorreram de forma remota. Já na terça-feira, três oitivas estão previstas para ocorrer presencialmente e uma por videoconferência. O inquérito deve ser concluído em até 60 dias, prazo que pode ser prorrogado caso a PF considere necessário aprofundar diligências ou consolidar o relatório final.
A lista de investigados que prestam depoimento inclui:
Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do Banco de Brasília (BRB);
Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB;
Luiz Antonio Bull, diretor de riscos, compliance, recursos humanos e tecnologia do Banco Master;
Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo do Banco Master;
Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco;
Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master;
Henrique Souza e Silva Peretto, empresário;
André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada.
A condução do inquérito tem sido marcada por tensões entre o STF e a Polícia Federal. Toffoli rejeitou um pedido da PF para que os depoimentos fossem colhidos ao longo de seis dias e determinou que todas as oitivas fossem concentradas em apenas dois.
Em fases anteriores da investigação, o ministro ordenou o lacre das provas recolhidas pela PF, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) conduzisse as perícias e, posteriormente, escolheu pessoalmente peritos da própria PF para atuar sob responsabilidade da Procuradoria.
Diante das controvérsias — que incluem questionamentos sobre a competência do STF e alegações de falta de imparcialidade do relator —, Toffoli chegou a cogitar o envio do processo à primeira instância da Justiça. O caso chegou ao Supremo em razão do suposto envolvimento de um deputado federal, o que atrai a prerrogativa de foro.
O inquérito integra um conjunto de investigações que resultaram na liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil e ampliaram o escrutínio sobre operações financeiras envolvendo bancos públicos, fundos de previdência e instituições privadas.
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