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PF remarca depoimentos no caso Banco Master após decisões concentradas de Toffoli no STF
PF remarca depoimentos no caso Banco Master após decisões concentradas de Toffoli no STF
Oitivas de ex-executivos serão realizadas em apenas dois dias, sob supervisão direta da Corte, em meio a críticas sobre interferência judicial
Por: Redação
20/01/2026 às 21:58

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) remarcou os depoimentos de executivos ligados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB) no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). As oitivas estão previstas para a próxima segunda-feira (26) e terça-feira (27), após despacho do ministro Dias Toffoli, relator do caso.
A mudança no cronograma ocorreu a pedido da PF, depois de o ministro ter determinado inicialmente que todos os depoimentos fossem realizados em um curto intervalo de tempo. A corporação havia solicitado prazo mais amplo, mas, diante da decisão judicial, as oitivas foram concentradas em apenas 48 horas, o que, segundo investigadores, limita a margem de trabalho da autoridade policial.
Além de reagendar as datas, Toffoli determinou que a estrutura administrativa do STF seja utilizada para a realização dos depoimentos, incluindo a reserva de salas e a disponibilização de servidores da Secretaria Judiciária. Ao final, o ministro também ordenou a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR), reforçando o controle da Corte sobre todas as etapas do inquérito.
Estão convocados para prestar depoimento, pelo Banco Master, os ex-sócios Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Pelo BRB, devem ser ouvidos Dario Oswaldo Garcia Junior e Robério Mangueira.
A maior parte das oitivas deve ocorrer de forma presencial, nas dependências do STF, embora algumas possam ser realizadas virtualmente. As investigações seguem sob sigilo e fazem parte de um inquérito que ganhou grande repercussão após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central.
A PF destaca que o novo cronograma foi proposto para garantir que as defesas tenham acesso ao conteúdo da investigação.
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