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PGR apoia operação da PF contra jornalista que publicou reportagem sobre Flávio Dino
PGR apoia operação da PF contra jornalista que publicou reportagem sobre Flávio Dino
Parecer enviado ao STF sustenta suspeita de obtenção ilegal de informações em investigação que resultou em busca e apreensão
Por: Redação
13/03/2026 às 07:09

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou apoio à operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal contra o jornalista Luis Pablo Almeida após a publicação de reportagens envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
A posição do órgão consta na decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a ação policial. O procedimento foi aberto após o jornalista divulgar uma reportagem denunciando o suposto uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por familiares do ministro.
No parecer enviado ao Supremo, a PGR afirmou haver indícios de que o jornalista teria obtido informações de forma ilícita.
“Há fortes elementos que apontam sua atuação na obtenção ilícita de informações reservadas e sua atuação para efetivo monitoramento de veículo ligado ao eminente ministro Flávio Dino”, afirma trecho do documento citado na decisão de Moraes.
A investigação foi iniciada após o próprio Flávio Dino acionar a Polícia Federal, contestando a publicação das reportagens sobre o suposto uso irregular de automóveis pertencentes ao Tribunal de Justiça do Maranhão.
Na decisão que autorizou a operação, Moraes também reproduziu trechos da representação da Polícia Federal que embasaram o pedido de busca e apreensão.
Em um dos pontos citados, a PF afirma que Luis Pablo já teria sido alvo de investigações anteriores relacionadas a uma suposta tentativa de extorsão para impedir a divulgação de informações envolvendo operações policiais.
“O grupo [ao qual Pablo supostamente pertencia] tem uma atuação variada. Já se comentava na cidade que eles tinham esse modo de vida e costumavam praticar extorsões a partir de publicações contra a imagem de pessoas. Percebemos uma predileção por grandes empresários e por pessoas politicamente expostas”, diz trecho da representação policial.
Apesar das menções, nem a Polícia Federal nem a decisão do ministro apontam tentativa de extorsão diretamente ligada às reportagens sobre o uso de veículos atribuídas a familiares de Flávio Dino.
O processo não foi inicialmente distribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Em um primeiro momento, o caso havia sido encaminhado ao ministro Cristiano Zanin.
Posteriormente, Zanin decidiu remeter o procedimento a Moraes por entender que o caso poderia estar relacionado ao inquérito das fake news, aberto no Supremo Tribunal Federal em 2019 para investigar ataques contra ministros da Corte.
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